17.3.11

 

Não me lembro bem como conheci a maior parte dos meus amigos. A sensação que tenho é que fizeram parte da minha vida desde sempre, como se tivessem partilhado cada momento, cada história minha. Espalhados pelos diferentes cantos do mundo, recheiam a minha existência a todos os momentos, quer esteja com eles todos os dias, quer os veja uma vez por ano.

Mas a amizade é muito mais do que o carinho e a preocupação que sentimos pelas pessoas que nos são próximas e com as quais nos identificamos. Um dos meus grandes amigos é um pouco diferente. Nunca me disse que me adora nem que eu sou especial para ele... nunca me disse que somos amigos. Ainda assim, tenho a certeza que ele tem uma paixão doida por mim. Este amigo vibra com tudo o que eu faço, repara constantemente em mim, adora estar do meu lado. Quando estamos juntos, não tira os olhos de mim como se estivesse hipnotizado. Quando estou triste, desabafo com ele e ele olha-me com ternura. Quando estou chateada, ajuda-me a acalmar. Quando estou doente, não sai da minha beira. Quando canto, desafina comigo. Quando me afasto muito tempo, fica triste com a minha falta. Não usa as palavras, mas todos os dias insiste em mostrar-me o quanto sou importante para ele.

Foi por acaso que o encontrei, estava num caixote, pousado em cima de umas plantas, junto à estrada, muito perto de minha casa. Nunca tinha tido gatos antes nem a minha mãe gostava da ideia, mas bastou um olhar para que eu me derretesse e decidisse enfrentar as possíveis adversidades para ficar com ele. Isto aconteceu há quase 12 anos atrás.

 

Nunca pensei ser capaz de nutrir tanto amor por um animal nem nunca pensei que fosse possível sentir tanto amor por parte dele. Está sempre à porta quando chego a casa, está sempre comigo na cozinha quando faço o pequeno-almoço, o almoço, o jantar, todos os dias. Até quando visito a casa de banho me faz companhia, sempre atrás de um mimo, de um carinho, de uma troca de amor. Todos os dias me faz derreter novamente, como no primeiro dia, com as suas brincadeiras e palhaçadas, as suas manias e costumes. Todos os dias, com as suas particularidades, torna a minha vida mais fácil, mais recheada e feliz. Um dos meus grandes amigos.

 

Ana Gomes

 

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11.3.10

 


 


O ser humano, como animal que é, facilmente estabelece laços afectivos e emocionais com animais de outras espécies. A razão da aproximação e do desenvolvimento de afectos poderá estar na beleza, na inteligência, ou na necessidade de companhia.


Bolinhas redondinhas e peludas são, normalmente, os que levamos para casa e que se tornam os nossos amimais de estimação, que necessitam de ser alimentados e educados, recebendo o nosso carinho e dedicação.

 

Os animais têm, para muitas pessoas, a capacidade de diminuir a solidão, tornando-se seus interlocutores, ou mesmo confidentes, recebendo, no final do dia, a descrição do que aborreceu ou do que alegrou o seu dono.

Nos momentos em que nos sentimos completamente incompreendidos pelos que fazem parte da nossa raça, parece que aquele a quem chamamos Gião, ou Mia, nos entende perfeitamente e que, com uma lambidela, tenta curar a mais feia das feridas emocionais. É verdade que com tão pequeno gesto podem fazer o seu dono sentir-se mais feliz.

Nunca deveremos esquecer que os animais são isso mesmo: animais, e por isso podemos amá-los até ao limite dessa condição, sendo felizes com a sua presença e ficando tristes com a sua partida. Por isso, não devemos ter vergonha de chorar quando perdemos um animal de que gostamos, que esteve incondicionalmente ao nosso lado e nos dedicou a sua lealdade.

No extremo, os animais poderão ser a única companhia de um ser humano, a razão de uma existência, a presença que assegura a sensação de ser amado, de ser querido. Não é questionável o quanto poderemos aprender com os animais. Podem de facto ser muito importantes e desempenhar papéis fundamentais no desenvolvimento do ser humano.

 

Muitos são os que guardam recordações de momentos inesquecíveis que passaram com animais. Eu sei que guardo…

 

Susana Cabral

 
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