15.3.19

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Foto: Classical-music - Pexels

 

Não...

(pois, sei, estamos a começar mal; num texto, uma apresentação, uma ideia a começar pela negativa, é fraco sinal, pouco cativante, se cativar...)

 

O que eu quero dizer é que o simples, a simplicidade, não é um começo, deverá ser um fim, um objetivo a atingir. Dizer, pensar, fazer as coisas simples, de uma forma o mais simples possível. Sem facilitismos, sem complicações que, se calhar, serão tão só um meio de impressionar, mesmo distanciar.

Fixemos então, já aqui e agora uma conclusão parcelar. Ser, fazer, dizer simples não é o mesmo que ser fácil. Redutor, simplista, imediatista. Atingir a simplicidade é um processo, bem trabalhoso porventura. É preciso desbastar muito, depurar, retirar gorduras supérfluas, pouco saudáveis.

Para se ser simples no resultado é precisa muita complexidade, muito conhecimento, muita técnica e muita arte.

 

Fácil de perceber e de ouvir: para onde nos leva a simplicidade aparente dos primeiros acordes da Quinta Sinfonia de Beethoven - tan, tan,tan, taaam? Que emoções profundas, arrebatadoras, nos envolvem ao ouvir as primeiras notas da Lacrimosa, do Requiem de Mozart?

“Amor é um fogo que arde sem se ver”, de Luís de Camões, para onde nos leva este primeiro verso do soneto, para que memórias, pessoas, circunstâncias?

Aliás a poesia será o cúmulo da forma da escrita, o processo em que com menos se consegue mais. Emoção, sentimento, ideias.

Não somos todos geniais, evidentemente, não podemos, a generalidade das pessoas, ambicionar produzir obras primas.

Podemos e devemos, todos, ambicionar atingir a simplicidade, questionarmo-nos sobre isso. Sem facilitismos, sem complicações desnecessárias, com dádiva e entrega.

Como um serviço. Humilde.

 

Jorge Saraiva

 

Link deste ArtigoPor Mil Razões..., às 07:30  Comentar

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