De Teresa a 16 de Outubro de 2017 às 20:47
Apesar de compreender o seu ponto de vista, como portadora de uma doença mental crónica que me provoca algumas limitações no dia-a-dia (particularmente ao nível da sociabilidade) não gostaria que chamassem simplesmente de louca. Loucura é o que me acontece no estado agudo da doença. Denominar as minhas limitações que decorrem da doença como loucura parece-me redutor.

De jorge saraiva a 17 de Outubro de 2017 às 14:23
Obrigado Teresa por me ler e muito obrigado por se dar o trabalho de comentar o meu texto.
Compreendo o seu desconforto quando a chamassem simplesmente louca, como se isso a definisse.
O que eu pretendi dizer no meu texto foi que todos os que tenham qualquer deficiência, física, psíquica, psicossocial deverão ser aceites como são e tratados em conformidade. E todos devemos, se possível a começar ou a acabar pelos próprios, fazer o que estiver ao nosso alcance para atenuar ou anular as dificuldades supervenientes da deficiência. Igual o que é igual, diferente o que é diferente.

Outra coisa é o nível da linguagem: se louco ou cego ou maneta são expressões que encerram uma carga negativa, duvido que uma mera alteração de terminologia resolva o problema. A prazo a nova terminologia vai ser enformada com a mesma carga se a única coisa que tiver mudado tenha sido o termo usado.
Espero ter ido ao encontro do seu ponto de vista e ter tornado o meu texto um pouco mais claro. E claro que não temos todos que pensar da mesma maneira :)
Da minha parte, uma característica, uma doença, uma deficiência, por si só, não definem uma pessoa. Claro que influencia e marca a sua vida, causa imensas dificuldades, assim como proporciona acrescidas capacidades e sensibilidades noutras áreas ou competências como que em compensação.

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