De Manuel a 14 de Abril de 2010 às 15:58
Um pequeno conto do meu blogue:

Sempre quis ter filhos e sendo de uma família com vários irmãos e irmãs, tinha experimentado na infância a cumplicidade, a companhia e a alegria de uma prole grande e feliz.

Vasco casou cedo e passado um ano, Teresa, a sua mulher anunciou-lhe que tinha engravidado.

Foi uma grande notícia para Vasco que começou desde logo a fazer planos, a sonhar de como seria quando nascesse o seu rebento, e sobretudo redobrou os cuidados com Teresa pois não só queria que ela se sentisse bem mas também que a criança viesse sã e sem problemas.

Chegou o tempo e o médico marcou para esse dia o nascimento, ou seja, se tudo corresse como o previsto, Teresa deveria dar à luz, nesse fim de tarde. Só a meio da gravidez souberam que era um rapaz e Vasco estava impaciente para ver o seu futuro filho varão!

Dera um beijo grande, comovido e orgulhoso a Teresa quando ela entrou para a sala de partos, pois preferiu não assistir, apesar da insistência de todos…pudores e sensibilidades negativas a grandes actos médicos com muito sangramento e esforço. Basicamente um pouco medricas!

Ficara cá fora nervoso, ansioso, vendo o tempo a passar e não vinham notícias. Já tinha comprado um charuto e convocara os amigos mais íntimos para uma grande jantarada no Gambrinus à fartazana! Tudo por sua conta!

Finalmente, o médico veio dizer, ainda de bata e respectivos apetrechos, que já tinha nascido e era um valente rapagão e que tinha corrido tudo bem para a mãe e filho.

Vasco sentiu uma enorme comoção, vieram-lhe as lágrimas aos olhos, num misto de orgulho, agradecimento, pequenez e responsabilidade perante uma nova vida que começava e que era um bocadinho sua, também.

A parteira veio passado um pouco, mostrar o seu novo filho por detrás do vidro do berçário e Vasco olhou com tal emoção que o achou logo o bébé mais bonito do mundo!

E quando, já mais tarde, no quarto e depois de ter ternurentamente agradecido a Teresa este filho que lhe dera, pegou nele ao colo, sentiu-se o homem mais feliz do universo!

Foram grandes os festejos no Gambrinus e muitos os copos partilhados, mas quando voltou a casa com um brilhozinho nos olhos não era da bebedeira, mas da sua enorme felicidade!

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