De Cecília Pinto a 22 de Janeiro de 2010 às 15:40
Se olharmos apenas de uma perspectiva, a família é reduzida a um único conceito generalista, daquilo que as vivências não o são..o que é uma família para ti ou para mim?podem ser a mesma coisa de um modo tão diverso...é verdade que muito está a mudar, ou pelo menos a sobressair aos olhos de uma imposição dos tempos e sociedades..diferentes tipos de família, com diferentes abordagens, com diferentes tipos de conjugalidade, mas para se encaixarem num mesmo conceito terão de ter algo em comum...o que é comum em todas as famílias?
Não, nem todos os pais protegem os filhos, mas têm um impacto positivo ou negativo nas suas vidas porque se tornam modelos para estes, o que também não significa que sejam os modelos a seguir para o resto das vidas..existem tantas variáveis intervenientes...quantas vezes, um avô ou avó são os pais do neto, filho da filha de 15 anos? Ou pais do neto de pais que morreram, ou ainda de pais que nunca deveriam ter sido pais? Não creio que os avós estejam tão arredados dos netos (pelo menos em muitas famílias), porque não são as tecnologias que substituem as relações, nem as escolas que têm essa função..há pequenos detalhes que fazem com que, mesmo que hajam horas de afastamento devido à vida moderna, os pequenos chamem pela mãe ou pai ou até os avós quando dói a barriga, em vez da educadora que passa com eles a maior parte do tempo do seu dia..
Na verdade falamos todos de uma figura parental, que não se reduz à mãe , ao pai, ou até a qualquer família biológica, mas a uma figura simbólica que criou uma relação de amor, de protecção que uma criança precisa para poder sobreviver...Nem sempre as relações criadas são saudáveis, muitas colocam a saúde e até a vida da criança em perigo, e nessas o Estado entra(quando entra!) no sentido de prevenir que um desenrolar trágico aconteça..mas, mesmo nessas intervenções algo de trágico acontece no íntimo da criança, tudo se altera, todo o mundo que conhece se desfaz e se encaminha para o desconhecido, perde-se o porto de abrigo..que sensação de vulnerabilidade devem sentir, mesmo que à partida estejam a ser protegidos?
Educar não deve ser fácil em contexto algum, ninguém nasce ensinado, sejam os pais jovens que se encontram a braços com um ser dependente, quando muitos desses pais nem de si próprios sabem cuidar, nem por vezes os avós, que apesar da experiência, vêm-se confrontados com novos deasafios de eras mais modernas..no entanto, acredito, que todos cometem erros, mas apesar disso, ser mais e melhor na parentalidade seja trabalhar para uma relação de bons afectos, de abertura, respeito, que permita às famílias continuarem a ser família ao longo do tempo, independentemente da constituição familiar ou seu substituto...

De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres