De Ana Teixeira a 15 de Janeiro de 2010 às 15:24
Ao longo dos tempos, temos verificado mudanças consideráveis nas mentalidades. No respeitante à questão da vivência sexual, o que outrora era considerado moralmente impróprio e até mesmo anti-natural por algumas sociedades mais conservadoras, regidas por rígidos ensinamentos cristãos, é hoje frequentemente aceite pela sociedade em geral.
Neste contexto, o comportamento sexual pode assumir diferentes formas e expressões, numa atitude mais livre de culpas, preconceitos e recriminações sociais, desde que a liberdade do outro seja sempre respeitada.

Concordo que a sexualidade é um dos pilares da vida do casal. A satisfação conjugal relaciona-se directamente com o grau de satisfação sexual, que é influenciado pelas aprendizagens, expectativas, atitudes e crenças de cada um dos membros do casal. Neste domínio, e sem querer descurar o factor biológico, podemos considerar que o maior órgão sexual é mesmo nosso cérebro, porque é ele que nos dita, sem que disso nos apercebamos, o que para cada um de nós é de facto estimulante, apetecível, e que cria as nossas próprias fantasias sexuais.
Não devemos no entanto esquecer que o nosso cérebro, e particularmente nesta área, é fortemente condicionado pelas grandes variações culturais nos consequentes padrões e estereótipos de beleza, nos comportamentos em geral e nomeadamente no sexual. Por exemplo, em algumas culturas, o facto de a mulher mostrar o rosto, pode ser considerado um acto fortemente provocante.

Relativamente à actividade sexual os estudos na área relatam que o aumento da frequência da mesma parece não estar directamente relacionado com o aumento de felicidade. Por outro lado, a qualidade da actividade sexual é essencial para manter o equilíbrio e bem-estar na família e poderemos dizer que, essa sim, parece estar directamente associada à felicidade.

De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres