De Alexandra Vaz a 12 de Janeiro de 2010 às 21:44
É verdade, Cidália. Também por questões profissionais, conheço infelizmente muitas situações que encaixam ali direitinhas. Vidas difíceis, inimagináveis, tristes. Pessoas a quem a vida parece nunca ter sorrido tal é a carga que transportam dentro de si. Heranças e lotarias que não pediram ou desejaram. Mas precisamente por existirem é que sinto também que não podemos desistir das pessoas e dos valores. Não podemos mudar o mundo mas podemos fazer alguma diferença no nosso pequeno universo. Podemos tentar entender a dimensão humana de todos nós: falível e volátil. E tentar imaginar o quanto sofrerá também alguém que magoa e erra. Há muitos pais assim: sem estrutura ou referências que repetem comportamentos porque não conhecem outros. E sofrem nesse reviver auto-infligido.... Relembrar valores é lembrar-lhes também da sua dimensão humana. É dizer-lhes que se está (quase) sempre a tempo de mudar o dia seguinte. É fazê-los acreditar que podem - podemos todos - sempre ser melhores. Afinal, têm uma das mais prodigiosas missões na vida: criar um filho.
E já agora, a título de inspiração, era bom lembrar-lhes vezes sem conta que esse filho não faz o que eles dizem. Faz o que eles fazem. Esse e todos os outros.

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