6.7.18

Cloudy - Adlferry.jpg

Foto: Cloudy - Adlferry

 

Olho para longe e vejo lagos, montanhas, cascatas, animais à solta, pastos verdejantes, estradas que se cruzam entre si, céu e nuvens mais claras e mais escuras.

Chega-me tudo através da minha perceção, tal e qual as coisas se apresentam. Bem sei que cada um interpreta tudo à sua medida: É aquilo que ali está – umas mexem, outras não, umas brilham, outras não, umas assustam, outras não – mas é aquilo, não é mais do que aquilo. Não há elementos a retirar o que não pode ser retirado ao que é real, ao que é natural…

Olho para mais perto e apenas vejo tudo maior; não altera nada na sua essência. As coisas são aquilo que são, é aquilo que está ali. As cores estão mais nítidas, porque estão mais perto, apenas. Não há forma de alterarmos o que se nos apresenta, é verdadeiramente uma imagem deslumbrante, porque é aquilo que lá está e não estará noutro local. É tudo tão transparente, no sentido em que é real, verdadeiro. E os lagos? Esses são mesmo muito transparentes – não têm mais do que água, cuja cor apenas vai se modificando pela cor que o céu vai assumindo mas, ainda assim, não perde a sua transparência, naturalidade, verdade. A qualquer momento deixam de o ser, se forem introduzidos elementos que os perturbem – é como no ser humano. É melhor pensarmos que a transparência, a verdade, a naturalidade e o real são caraterísticas de tudo o que nos rodeia, também das pessoas. Eu ainda acredito!

 

Ermelinda Macedo

 

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2.7.18

Anatomy - Gerd Altmann.jpg

Foto: Anatomy - Gerd Altmann

 

Nas relações humanas, sejam profissionais ou pessoais, tanto como em Física, somos confrontados com o conceito de transparência.

Em Física, é apenas uma categoria que está em paralelo com opaco e translúcido. Opaco quando não deixa passar qualquer luz. Translúcido quando deixa passar a luz mas não a imagem tal como ela é na realidade. Transparente quando, do outro lado do obstáculo, vemos a imagem tal como ela é, não sendo apenas uma visualização da luz que tem.

Nas relações humanas podia ser tão simples como na Física, considerando que a luz seria a essência do ser que vemos. Será que é? Claro que não… As pessoas são diferentes de dia para dia, consoante as experiências de vida que vão tendo. Mesmo sabendo que a essência não deveria mudar, o nosso estado espírito não é totalmente controlado como e quando queremos. Seremos, então, opacos, pois não deixamos ver nada de nós mesmos? Não, também não é isso, pois seria impossível acontecerem relações humanas, qualquer que fosse o tipo.

Ser translúcido é, assim, a nossa essência. Deixamos passar a nossa luz mas a totalidade da imagem fica para quem aprofunda mais o conhecimento sobre nós. Tal postura perante a vida não é enganadora para quem nos conhece. É apenas impossível o Outro conhecer tudo do meu Eu. Por vezes nem eu mesmo conheço…

Quando ouvimos ou lemos “Total transparência no negócio”, deveremos então desconfiar.

Se ouvirmos “Um dos valores que defendemos é a transparência”, poderemos arriscar confiar pois o que afirmam é que apenas tentam ser transparentes e dão valor a quem também tenta ser transparente.

Opto por uma visão mais realista, considerando que somos translúcidos, mesmo tentando ser transparentes.

 

Sónia Abrantes

 

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