23.2.15

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Quando era pequena, sabia que tinha que crescer e ir trabalhar para ganhar dinheiro.

Fui lendo e percebendo que o ideal seria ganhar dinheiro com aquilo que se gosta de fazer.

Então, chegaram as questões que traçaram todas as opções tomadas:

O que quero ser o resto da minha vida?

Tenho que continuar os estudos ou posso ir já trabalhar?

Quanto dinheiro será preciso para investir num curso?

Será que o dinheiro investido compensará?

O que eu gosto dará um bom sustento?

Finalmente, assumi uma identidade e uma forma de estar na vida que traçou todo o percurso e escolhi a minha profissão e a forma ideal para que eu a possa desempenhar.

Agora que estou completamente embrenhada no que faço, não o trocaria, mas penso constantemente no que posso fazer para ganhar mais para a minha qualidade de vida ser melhor.

Ou seja, a profissão em si deixou de ser o centro da questão e passou a ser o dinheiro que ganho com ela.

Quer dizer, analisando friamente as questões anteriores, o dinheiro sempre pesou nas decisões quanto à profissão…

Parece-me cada vez mais utópico pensar em profissão como vocação… Mas lá vou conseguindo… Com muito suor, dedicação, esforço financeiro, físico e emocional.

Trabalhando com os mais novos, já deixei de perguntar tantas vezes “O que queres ser quando cresceres?”. Ou se pergunto, não associo a uma profissão, mas sim ao que se gostaria de fazer, que área do conhecimento e prática gostam mais. Depois das respostas, pode ser que seja possível arranjar forma desses interesses e gostos pessoais passarem a ser uma profissão em vista para o futuro.

Conheço inúmeras pessoas que não vivem na utopia, como eu. Preferem assumir a profissão apenas como um trabalho que se tem que fazer e, na maior parte das vezes, vivem frustrados porque chegam ao final do dia e sentem que nada fizeram para que esse dia valesse.

Porquê? Porque aquilo para o qual realmente teriam vocação, aquilo que para si mais faria sentido, não é posto em prática, em detrimento de uma função que tem que ser para pagar as contas.

Mas será assim tão grave? Se calhar não…

A realização que sentimos quando desempenhamos diariamente o que gostamos é facilmente substituída por frustração quando aparecem concorrentes, quando o nosso trabalho não é valorizado, quando as nossas forças vão abaixo.

Um dia de cada vez, sempre crendo que o que fazemos, fazemos bem e com as melhores das intenções para os nossos e para nós.

Chegar ao fim da vida e pensar que tudo fizemos para conseguir levar dela o melhor e deixar aos outros um bom exemplo.

O peso da profissão é grande, pois mais de metade da nossa vida é passada a desempenhá-la. Se isso não for vivido em pleno, para quê viver?

 

Sónia Abrantes

 

Link deste ArtigoPor Mil Razões..., às 07:00  Comentar

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