23.9.15

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Foto: Ruled Note Paper – Karen Arnold

 

Folha imaculada e completamente branca, luz acesa, obrigação contratual assumida, deadline por cumprir, pressão do tempo que começa a escassear, iminência de incumprimento, risco de sofrer sanção e sentir-se culpado pela inatividade e falta de capacidade de resposta, enfim um misto de sentimentos enchem a alma, assolam o sentimento, invadem a consciência e criam um foco de conflito, de instabilidade entre a emoção e a razão. E agora, como dar a volta a esta passividade para finalmente assumir este desafio conforme tem sido prática? Ou irei assumir a vergonha, a limitação, fraqueza humana, e reconhecer que desta não poderei dar o meu contributo, ainda que seja mais um no meio de tantos outros igualmente bons ou melhores.

Este é mais um daqueles monólogo francos que travamos connosco logo nas primeiras horas da manhã, quando nos encaramos, fazemos a leitura do contexto e não reconhecemos e nem gostamos do que a realidade à volta revela. A pergunta seguinte, disto resultante, é o que fazer para inverter esta situação? Teremos capacidade e coragem para enfrentar a desilusão e dar a volta a esta situação? Poderemos reassumir a nossa postura e imagem habitual sem colocar em causa a nossa popularidade? Não criará um dualismo antagónico na nossa identidade sob o ponto de vista dos outros? Mais profundo ainda, a nossa própria consciência irá nos ilibar, num futuro próximo, desta contenda?

No percurso quotidiano o nosso ser e estar é posto em permanente avaliação, as nossas atitudes e reações salientam a nossa personalidade e solidificam a nossa imagem. Por último, a consciência é que orienta os nossos atos face à posição de equilíbrio que se pretende construir nas relações sociais que mantemos com diversas partes. A aceitação ou negação dos estímulos e ideias que sinalizamos ao mercado são responsáveis pelo estado de satisfação ou insatisfação a nível de progressão nos vários domínios da vida.

Para todas as atividades o compromisso e adesão são elementos fundamentais para um desempenho mínimo, para além da necessária competência, funcionalismo e pofissionalismo. O nível de concentração é a arte ao serviço da atividade, conferindo um toque único e especial, um detalhe acima da média. A repetição da prática de forma automática, escalando a pirâmide motivacional, agudiza a excelência, moldando competências únicas e distintas.

Acima deste nível, integram numa mesma embarcação solicitações diversas sobredoseadas pela tensão envolta, viés humana em copiar os outros e seguir tendências, reduzindo a capacidade de contornar situações adversas que poderiam gerar acidentes de percurso. A este nível, a consciência ativa o manual de boas práticas, a governance encarrega-se da seletividade dos projetos, contrariando a lógica inicial de acumulação para um modelo orientado à distinção e a promover a diferença.

A consciência é assim um ativo poderoso, uma base de dados que afina a fila de espera e padroniza os insumos à entrada. O diálogo com a consciência, através da ativação da autoconsciência, é um exercício recomendado para a monitoria e controlo de desempenho contínuo. A autoavaliação daí resultante catalisa a assumção da crítica e da diferença como elemento que destrói a diferença e constrói o consenso. A perceção sobre a importância do diálogo, o poder de negociação e persuasão, como ferramentas indispensáveis para comunicar, transmitir e transacionar a nossa consciência, são a fonte de poder desta nova era, que transitou em movimento migratório da força física bruta, para o poder de compra, posteriormente para o acesso a informação e agora para o conhecimento.

 

António Sendi

 

Link deste ArtigoPor Mil Razões..., às 08:00  Comentar

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