11.1.16

YellowRoseFlower-KevinCasper.jpg

Foto: Yellow Rose Flower – Kevin Casper

 

No princípio era o Verbo.

Penso, logo existo. Existo logo penso.

Eu penso assim, tu pensas assado, ela de outra maneira, aqueloutro de forma parecida, mais outra pensa quase que o oposto.

Há tempo de pensar e há tempo de agir. Como é que se fazem as sínteses desta miríade de pensamentos e posições?

 

Pode ser a família, o clã, a aldeia, a sociedade em geral, o estado, mesmo as relações entre os estados. Pode ser, tão só, o condomínio do prédio onde habito.

No âmbito de todas estas entidades, organizações, é preciso, para que existam, que sejam saudáveis, se mantenham e evoluam, tomar decisões, atitudes, fazer coisas. Mandá-las fazer. Quem é que pode mandar fazer? Quem tem autoridade para tal? Quem tem o poder, o mandato para o exercer. Se tal figura não existir, as discussões serão intermináveis, não haverá decisões ou ninguém as cumprirá, não se faz o que é preciso ser feito. É o marasmo, a estagnação; será o risco de, mais tarde do que cedo, provavelmente de forma violenta, o poder ser tomado, espezinhando tudo à volta.

Há, portanto, muitas formas de pensar, de ver o mundo, uma multiplicidade de caminhos que podem ser seguidos. Isto é basilar, nunca pode ser esquecido, faz parte da individualidade de cada um de nós. Há, em simultâneo, a necessidade imperiosa (palavra adequada à circunstância) da existência da autoridade.

A história da vida organizada do Homem demonstra que não há qualquer incompatibilidade aqui. O poder, a autoridade, não são eternos, não podem ser absolutos, não são universais. Tal tem vindo a ser demonstrado e refinado há milénios de diversas maneiras, nas diversas culturas, por diversos caminhos.

 

No mundo ideal o poder e o contrapoder alimentam-se mutuamente. A autoridade vai buscar à oposição ideias diferentes, frescas, complementos fundamentais na maneira de olhar para a realidade. A oposição não existe para anular o poder, sim para o controlar, melhorando-o, impedindo a sua corrupção, para que, quando o substituir, melhor o possa exercer. A autoridade estará alicerçada na vontade da maioria, por tempo limitado, defendendo-a, mas não anulando, nem ignorando quem pensa de maneira diferente.

Onde se lê a autoridade, o poder, deverá entender-se a sua pluralidade, a sua diversidade, complementaridade. Há o poder de estabelecer regras, de executar de acordo com essas regras, de julgar o cumprimento dessas regras.

E não, embora possa parecer, o poder, o contrapoder, a diversidade nas opiniões e na sua aplicação, não servem só para a política, a organização do estado. Lembremo-nos da moda, dos clubes, da(s) religião(ões), tudo baseado na aceitação do indivíduo e nas suas diferenças; na aceitação da sociedade e na bondade da sua organização.

 

Se todos gostássemos da mesma cor o que seria do amarelo?...

 

Jorge Saraiva

 

Link deste ArtigoPor Mil Razões..., às 08:00  Comentar

Praia | Cabo Verde

Pesquisar
 
Destaque

 

Porque às vezes é bom falar.

Equipa

Alexandra Vaz

Ana Martins

Cidália Carvalho

Ermelinda Macedo

Fernando Couto

Jorge Saraiva

José Azevedo

Landa Cortez

Leticia Silva

Rui Duarte

Sandra Pinto

Sandra Sousa

Sara Almeida

Sara Silva

Sónia Abrantes

Tayhta Visinho

Teresa Teixeira

Janeiro 2016
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
12
14
16

17
19
21
23

24
26
27
28
30

31


Arquivo
2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


Comentários recentes
Muito obrigada por ter respondido ao meu comentári...
Obrigado Teresa por me ler e muito obrigado por se...
Apesar de compreender o seu ponto de vista, como p...
Muito agradecemos o seu comentário e as suas propo...
Muito linda a canção. Obrigado por compartilhar!
Presenças
Outras ligações
Música

Dizer que sim à vida - Carlos do Carmo:

 

Dizer que sim à vida - Luanda Cozetti: