3.12.14

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Em vez de enveredar, por uma dissertação filosófica, existencial, social, psicológica, ou individual do tema, pareceu-me que poderia abordar um versus mundo ao nível da matéria física, pois assim, de repente, as semelhanças parecem-me colossais. Ora então vejamos:

O corpo humano (um - que poderá muito bem ser o meu) e o planeta terra (ou o sinónimo que aqui nos interessa - mundo) são basicamente compostos por água. Acolhemos água salgada e doce; já todos ouviram falar de um mar de lágrimas.

Um habitat composto por fauna e flora, essenciais à existência, manutenção e preservação de cada um. Alguns dos bichinhos, com certeza, bem mais simpáticos, mas enfim é o que se consegue.

Ambos manifestam o acumular do seu mau uso de uma forma independente e autónoma, basta pensar em todos os terramotos e ataques cardíacos, muitas vezes causando danos irreparáveis.

Diferenças climáticas em diferentes partes do “globo”, zonas particularmente quentes e húmidas, zonas frias ou até mesmo zonas temperadas, algumas diferenças podem ocorrer com a estação do ano ou a personalidade de cada um.

Uma opinião que poderá ou não ser unânime, mas com toda a certeza poderemos encontrar as sete maravilhas num e noutro (sem querer ser má, existe mais unanimidade nuns que noutros).

Aparecimentos subtis e progressivos de zonas com falta de vegetação, lugares áridos e calvos, são partilhados por ambos.

Conseguimos ver a poluição na alma de um e nos pulmões de outro usando até aí um aparelho radiográfico bastante idêntico.

Caminham silenciosamente, ou de uma forma bastante ruidosa, para um desfecho pré definido que todos sabem mas todos ignoram, uma analogia inquestionável.

Conseguem sobreviver a maus tratos, à indiferença e à arrogância, mas aí é que se encontra, talvez, a grande e a maior semelhança; não há como disfarçar os estragos irrecuperáveis causados por irrefletidos comportamentos. O mundo precisa do um, tal como o um precisa do mundo, uma relação que partilha semelhanças e necessidades. Não deveria pensar- se num, sem a existência do outro.

 

Susana Cabral

 

Link deste ArtigoPor Mil Razões..., às 07:00  Comentar

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