22.3.15

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Vamos por partes. Somos o todo de diferentes partes e essas partes formam um todo. A nossa unicidade é divisível, isto do ponto de vista das ciências sociais. A Sociologia diz-nos que todos nós temos diferentes papéis sociais que, em conjunto, formam um todo que nos carateriza e identifica. Eu, Rui, sou pai mas também contribuinte. Noivo (por pouco tempo), mas também Psicólogo. Filho, mas também cuidador. E por aí fora.

Para efeito do tema, partiremos para uma simples divisão de um mesmo. Eu. O “Rui Profissional” e o “Rui Pessoal”. Penso que ninguém duvidará que falamos de uma mesma pessoa (principalmente eu, atendendo a que a Psiquiatria tem um nome para isso). Contudo, poderei eu questionar quem sou? Para que lado da balança tomba um dos pratos? Sem fazer grandes contas, quase que aposto que o “Rui Profissional” passa mais tempo acordado que o “outro eu”. Se assim for, como é que eu me poderei ver enquanto eu, e ainda, como é que todos os outros me veem?

Ora, para manter o fiel da balança em equilíbrio, estas duas facetas da mesma personalidade têm de ser compatíveis. Quer então isso dizer que tanto a vida pessoal, como a profissional têm de estar em sintonia? Não necessariamente. Mas isso ajuda? Sem dúvida.

Vamos a um lugar-comum. Quantas pessoas conhecem que gostam verdadeiramente do que fazem profissionalmente? E que estão satisfeitas com o que ganham? E que têm autonomia nas suas decisões profissionais? E que têm funções que permitem crescimento e atividades estimuladoras? Eu conheço poucas. Quase que me atreveria, então, a afirmar que a maior parte de nós vive em desequilíbrio permanente. Não só pelas questões levantadas, mas também porque vivemos atualmente nesta fase de contração económica, com toda a sobrecarga pessoal que tal implica.

Felizmente que o “eu pessoal” não nos limita no que somos, assim como acontece com o “eu profissional”. Embora que diferentes, e por vezes de difícil acerto, ambos são partes de um todo que se constitui como um verdadeiro “eu”. Evidentemente que também poderia discordar do que acabei de escrever. Isto porque, mantendo alguma fé na humanidade, gosto de acreditar que em algumas profissões as pessoas, para além de serem quase todas iguais, são muito melhores pessoas quando chegam a casa.

“Sabem como se chama a um afogamento coletivo de advogados e políticos? Um bom começo”.

 

Rui Duarte

 

Link deste ArtigoPor Mil Razões..., às 08:00  Comentar

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