30.3.14

 

Como é o teu dia? Um glamoroso, ou um normal? Talvez um igual ao comum dos mortais, como o meu. E quando chegas ao fim do dia, como te sentes? Cansado e com sono... Infeliz e frustrado? Quando me sinto com sorte e quando me corre bem o dia, consigo ter uns doze minutos para mim, com quietude e com a possibilidade de respirar fundo! O resto do tempo é ocupado com solicitações e mais solicitações. O despertador, a hora do início das aulas, o picar do ponto às nove horas na empresa, isto e aquilo.

O sentimento de deriva aparece mais frequentemente do que o que seria desejável. Vemo-lo nos olhos do outro que às vezes, muitas vezes, espelha o nosso. Poderia ser diferente? Termos as ideias claramente definidas quanto ao que consideramos realmente importante, sobre os nossos valores e sobre o propósito da nossa vida e termos isso presente, assegura escolhas e comportamentos consistentes com o que realmente valorizamos e confere uma sensação de preenchimento ao nosso dia a dia.

Todos nós temos algum tipo de ideia do que valorizamos, de quais são os nossos valores. Mas concretamente, será que dedicámos o tempo suficiente a pensar neles? Hierarquizámo-los? O que colocámos em primeiro lugar? A liberdade, a auto-realização, a auto-satisfação, a família, o casamento, a segurança financeira? E em segundo lugar?

Os valores pessoais resultam de um conjunto de influências internas e externas, da cultura, da família, dos amigos, dos meios de comunicação. Todos estes e outros fatores conjugados e alterados geram valores individuais. A pressão social continua a ser forte e exerce uma grande influência nos comportamentos. Estaremos a ser coerentes e genuínos em relação aos nossos valores?

 

Ana Teixeira

 

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28.3.14

 

Não acho que esteja a ficar velho. Muito menos o sinto assim... O tempo é relativo como toda a gente saberá. Contudo, é também certo que o tempo é exato. Exato como um cronógrafo com certificado COSC. E uma máquina dessas tem um bom valor...

Mas existem outros valores, por certo, nos quais não se colocam etiquetas de preço por muito fancy que possam ser. De repente lembro-me de uma publicidade genial que retratava isto mesmo. Para o amor não existe preço, como, seguramente, não existirá para a felicidade. Para a verdadeira amizade. Para a compaixão e solidariedade... Apenas exemplos. Lá está, para tudo o resto temos o famoso cartão de crédito.

E já que falamos de valores, temos, forçosamente, de abordar as questões relativas à sua aquisição e guarda. Também podemos abordar a valorização dos mesmos. Dou o meu exemplo:

Os meus pais educaram-me pelos valores que julgaram acertados. Provavelmente fizeram-no à luz do que lhes foi transmitido pelos seus pais. E estes, por aí fora. Serão então os valores geracionalmente transmissíveis? Em certa medida, penso que sim. Claro que a contemporaneidade se encarregará de os acertar à época e, claro, cada família terá as suas “ovelhas ranhosas”.

Que valores foram então esses? Arriscaria escrever que, fundamentalmente, se alicerçam num modelo judaico-cristão. Assim como eu, talvez a esmagadora maioria dos meus concidadãos.

Se vivemos efetivamente pelos valores que nos foram transmitidos isso será outra história (e se tal não acontecer, nada invalida a sua transmissão, digamos... hipócrita). Não nos esqueçamos também que Portugal continua a ser um bastião do Cristianismo, nos seus variados dogmas e correntes. Tal significa que o modelo de interação social está profundamente tocado e imbuído de tal. 

Ora, existem então assim dois bancos de valores que, não sendo propriamente constituídos das mesmas “carteiras de produtos”, mantêm uma parceria próxima e algo resistente ao tempo (sociedade portuguesa e sociedade familiar).

Com certeza que poderão argumentar com outras sociedades, logo outros bancos, e é lícito que o façam. A sociedade escolar, por exemplo. Contudo, mesmo estas derivam de uma base interativa familiar e com manifesta comunicação bidirecional. Os pais (ou cuidadores) fazem a escola e, por sua vez, a escola faz os pais. Temos então que os valores crescem connosco, através da família, da escola e por aí fora.

Penso que ninguém discordará que a sua guarda decorrerá durante a existência individual e a dos que, sobre os quais, teremos responsabilidade direta de formação desenvolvimental.

E quando é que para a sua aquisição? Honestamente não sei. Mais do que aquisições posteriores a esse movimento desenvolvimental poderemos falar de aprimoramento do mesmo. Ou da sua valorização.

 

Rui Duarte

 

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25.3.14

 

Somos seres muito complexos. A nossa complexidade deve-se à nossa natureza intrincada, ao conhecimento da ignorância quanto à própria origem, à inquietação do desconhecimento do sentido de estarmos aqui e, bem vistas as coisas, a nossa infinita complexidade deve-se também ao complicómetro com que lidamos com as singularidades da vida. A vida já não é fácil e nós, não satisfeitos, complicamo-la ainda mais.

No meio de tudo isto, pupilam os valores.

Os valores até que são positivos e nos assistem no nosso processo de autoconhecimento e crescimento pessoal… até que deixam de ser.

O valor que eu dou a algo, tu provavelmente podes não dar. Mas tudo certo… viver é aprender a lidar com os irreconciliáveis.

Mas os valores são tão importantes no equilíbrio psicológico e emocional das pessoas que até, perante uma mudança que chega sem se fazer anunciar, nós custamos a deixar os valores outrora tão importantes para nós. As crises são as afirmações de que as mudanças vieram para ficar.

Os valores, se baseados numa escolha discernida do que é o melhor para o nosso crescimento, sem dúvida, criam caráter. Mas quem disse que o caráter é estático? Quem disse que o caráter carece de status quo? Quem afirmou que o caráter é a manifestação impoluta de uma moral perfeita na qual não se mexe? Dito por outras palavras, quem deliberou que eu não posso decidir hoje o que serei amanhã?

O nosso amigo e filósofo Sócrates tem uma frase que cabe aqui: Uma vida não examinada não merece ser vivida.

Eis que uma hora, já competentes para lidar com as dúvidas, conscientes (dos) e em processo de pacificação com os próprios conflitos, pensamos: “- Algo aqui não cheira bem!” Ou então: - “E se isto for de outra maneira?”

É a hora em que ligamos o aparelho da desconfiança para pensar autonomamente nas realidades que vivenciamos, quer estas digam respeito ao nosso universo íntimo, quer se refiram às outras pessoas e contextos em nosso entorno. Assim nasce a renovação dos valores pessoais.

 

Marta Silva

 

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23.3.14

 

 

No preciso momento em que alguém nasce, o Céu está pontilhado de estrelas, planetas e planetoides que, no seu conjunto formam um mapa… é o mapa astral dessa pessoa. Todos temos um. Diz quem sabe, que esse simples segundo em que nascemos não é um acaso, pois reúne em si tudo aquilo que precisamos para evoluir. Ora nesse mapa existem 12 casas, correspondendo a cada uma delas um aspeto da vida a ser trabalhado. Um desses aspetos, relacionado com a segunda casa, corresponde aos Valores. É uma casa famosa, pois a ela estão associados os nossos ganhos materiais, a riqueza, o dinheiro que ganhamos ou herdamos. É o que a maior parte das pessoas pretende saber. No entanto, esta casa é bem mais rica do que a riqueza material, pois ela fala de outros valores também: o que Valorizamos e como valorizamos o que nos rodeia. É uma casa importante, pois revela se vemos o mundo com lentes de aumento, com óculos de sol ou com os olhos bem abertos. O que valorizamos é como uma estrela que nos orienta ao longo do caminho, já que quem valoriza a limpeza, não sai de casa para estar a limpar. Quem valoriza os estudos, sempre estudará ao longo da vida, quem valoriza o trabalho, trabalhará horas seguidas, sem tempo para mais nada. Mas o mais bonito é que, sempre podemos alterar a forma como vivemos a vida, mudando também aquilo que nos importa, que tantas vezes não é importante. É que o maior Valor de todos é a forma como encaramos o percurso e a importância que damos às situações. Diz o ditado, que o problema nunca é o problema, mas sim a forma como Vemos o problema. 

 

Sara Almeida

 

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21.3.14

 

"Os nossos jovens gostam de luxo e são mal-educados, não respeitam as autoridades e não têm a menor consideração pelos mais velhos. Os nossos filhos são hoje uns verdadeiros tiranos. Não se levantam quando entra um ancião. Respondem aos pais e são simplesmente maus".

(Sócrates, 470 - 399 a.C.)

 

"Já não tenho nenhuma esperança no futuro do nosso país se a juventude de hoje tomar amanhã o poder. Esta juventude é insuportável, desenfreada, simplesmente horrível".

(Hesíodo, 750 - 650 a.C.)

 

"Esta é uma juventude falhada. Os jovens são ociosos. Não são como os de antigamente. Não serão capazes de manter a nossa cultura".

(Frase gravada num vaso de argila, descoberto nas ruínas da Babilónia, com mais de 4000 anos)

 

Estas afirmações são familiares, não são? São assustadoramente atuais. As gerações seguintes são, por tradição histórica, as grandes responsáveis pela perdição do mundo. Ao que parece, a humanidade já iniciou o seu declínio há pelo menos 4000 anos. Contudo, ainda cá estamos.

Esta mania de culpar a juventude pela perda de valores tem por detrás, na minha ótica, uma razão muito pouco nobre: o medo. Mas já lá vamos…

Entendo que os valores, na sua definição mais geral, são o resultado das necessidades de uma população, numa determinada época. Estão sempre contextualizados em lugar e em tempo. Assim, não se pode afirmar com propriedade que antigamente as pessoas tinham mais valores do que as pessoas de agora. Tinham, quando muito, outros valores, porque tinham outras necessidades. E não se pode afirmar também que, num determinado lugar e num determinado momento, há pessoas com mais valores do que outras. Há pessoas diferentes, com necessidades diferentes e, por consequência, com valores diferentes. E assim já é possível determinar na especificidade o conceito de valor.

Estamos todos de acordo que os valores não são inatos, não nascem com a pessoa. Aprendem-se pelo imperialismo gregário a que estamos votados. É condição indispensável para nos distinguirmos dos outros animais e para podermos socializar uns com os outros. Até porque cada espécie tem o seu próprio código de valores. Veja-se, por exemplo, o "respeito" que a alcateia tem pelo lobo dominante na hora da refeição ou na época do acasalamento.

Os valores são o código de conduta mais adequado para que determinada pessoa, perante determinado conjunto de situações, retire dele o melhor proveito para si sem que, por via da sua ação, prejudique deliberadamente terceiros.

Ora, à medida que vamos envelhecendo e cedendo às gerações seguintes as "rédeas" do mundo, tememos que o proveito que a juventude queira retirar das situações seja excessivamente benéfica para ela mesma e pouco respeitante das necessidades coletivas. No entanto, 4000 anos de história ensinaram-nos que, a ocorrer o "fim do mundo", não será por culpa da perda de valores. Será antes pela insistência na manipulação das necessidades das pessoas.

 

Joel Cunha

 

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18.3.14

 

Cumpro o mesmo ritual há quase duas décadas: levanto-me às 6h30m, visto-me cuidadosamente, tomo o pequeno-almoço com a mulher e os filhos e saio para trabalhar. Conduzo, em piloto automático, até à empresa e estaciono no mesmo lugar de sempre. No caminho até à porta dou-me conta de que, nos últimos três meses, já ninguém me espera. Regresso ao carro e conduzo até ao meu recanto favorito da cidade, onde o mar revolto abafa o meu grito, e ali me deixo ficar até a noite cair e eu regressar a casa, no mesmo horário de sempre. Quando chego, a mulher pergunta, sem sequer olhar para mim, “Como correu o teu dia? Trabalhaste muito? Estás com um ar abatido.” Há três meses que ensaio o discurso: “Joana, fui despedido. Já não há emprego nem ordenado, nem a viagem aos fiordes da Noruega que te tinha prometido para este ano.” Há três meses que me criticas as gravatas enquanto me enfias as torradas à frente. Enquanto finges prestar-me atenção, ensaio mentalmente a verdade indigesta. Na minha cabeça, digo-te a verdade sem gaguejar, mas a minha boca não se abre. Saio mudo, regresso calado.

Um dia destes, a Madalena ligou-te para te contar que o Rogério tinha sido despedido. O Rogério, nosso padrinho de casamento, padrinho dos nossos filhos e um amigo inestimável de horas muito amargas, foi um homem. Sentou-se com a Madalena, pôs tudo em pratos limpos e sugeriu de imediato maneiras de economizar que seriam apenas temporárias: a Madalena podia passar a tratar da casa (visto que nunca trabalhou) e dispensavam a empregada; ele abdicaria dos fins de semana de jet ski e ela das seis vezes por semana no ginásio; ele reduziria os gastos pessoais e ela o número de operações de estética. Dessa forma, poderiam viver razoavelmente bem até ele arranjar um novo emprego. Os pratos limpos do Rogério estilhaçaram-se em mil pedaços nas mãos da Madalena. Esta tratou de lhe lembrar que lhe havia dado os melhores anos da sua vida, que tinha desistido de tudo para casar com ele e que não ia agora trabalhar, “era só o que mais havia de faltar”. E tu, Joana, apressaste-te a dizer-lhe que o despachasse, que ela tinha toda a razão e que o Rogério não passava de “um egoísta, insensível, como todos os homens”. Fiquei ali, imóvel, atrás da porta. Incrédulo. É isto tudo o que tens a dizer aos nossos amigos, casados há quinze anos? Um tipo sério, fiel, dedicado, que sempre trabalhou para o bem-estar da família, tem um azar e perde o emprego e tu aconselhas a mulher dele a virar-lhe as costas, como se ele fosse uma peça comprada nos saldos e com defeito? Pobre Rogério, como me senti solidário com ele nesse momento. Fiquei triste, sobretudo por antecipar que, em pouco tempo, também eu seria protagonista de uma história semelhante. E já tão pouca dignidade me resta, Joana… Nem fui capaz de enfiar uma bala no cérebro e resolver isto como um homem… Chorei como um menino quando senti o metal frio encostado à têmpora.

Depois do telefonema, entrei na sala e sentei-me. Sentaste-te à minha frente, colocaste as minhas mãos entre as tuas e olhaste no fundo dos meus olhos. Há muito tempo que não o fazias. Era capaz de jurar que, quando te olhei de volta, vi aquela menina doce por quem me havia apaixonado. Os teus olhos diziam-me, serenamente, “está tudo bem. Estou sempre contigo, incondicionalmente, aconteça o que acontecer, até ao fim das nossas vidas.” Mas nunca fui muito bom a ler retinas… Disparaste, “Jura que nunca me farás uma sacanice destas, Luís! Tu jura-me.” “De propósito, Joana? Nunca.”

A verdade é que eu não tenho a coragem do Rogério. Resigno-me à minha sorte e colo com cuspo esta mentira, que se vai tornando maior, dia após dia. Enquanto houver relógios para vender e tu não souberes de nada, eu aguento. Enquanto não olhares para mim como um coitadinho, continuo a acreditar que me vais amar para sempre e que serei sempre o príncipe da tua história – ainda que nem sempre saiba escolher a gravata.

Depois, bem, depois, faço figas para que o Rogério se dê bem e arranje casa depressinha, para me dar guarida quando me puseres as malas à porta.

 

Alexandra Vaz

 

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16.3.14

 

Costumo dizer que nós vimos ao Mundo sós. Excetuando os gémeos, todos chegamos sozinhos. Mas também os gémeos – até os siameses - têm de estar preparados, no exato momento que respiram o ar exterior da barriga da mãe, para viverem por eles mesmos. Temos um só corpo. Morremos só com ele, mesmo quando a nossa alma foi enriquecida por tanta, tanta gente…

A alma é, talvez, a melhor herança que a vida nos proporciona. É o que alimenta o corpo que chega a esta viagem de doidos que é a nossa sobrevivência. O que dá cor à visão, barulho à audição, pensamento ao cérebro. Só a alma dá sentido aos sentidos. É como a eletricidade que ilumina uma casa e que potencializa tudo o que é mecânico – como o nosso corpo. E é ela – a alma – que nos faz transpor a linha da sobrevivência pela vivência.

Poderia falar-vos de tantos alimentos energéticos para a alma, ao que damos valor, o que nos dá valor, o que dá valor ao Mundo. Daria para um ensaio inteiro, uma conversa de café até às tantas da madrugada, um sorriso por cada item na lista das coisas enriquecedoras. Mas, hoje, só por hoje, escolherei apenas um: não há preciosidade maior que um Amigo.

A Amizade é um clássico exemplo de um combustível que enrijece a alma. Que a completa. Que a conclui. Que a torna menos só. Que nos faz sentir, no fim da linha: “estou sozinho, mas não estou só.”  Um Amigo, por vezes, vale mais que um destino inteiro; é parceiro do caminho, companheiro das escolhas, mestre na orientação da nossa bússola do destino. Podemos encontrar um Amigo num encontrão à entrada de uma loja, à porta de uma escola, num momento de choro no autocarro; não precisamos deles a vida inteira, alguns só nos aparecem num relance, como um voo de uma andorinha. Outros até nem os conhecemos: alguém que escreveu o livro que tanto precisávamos de ler, um sorriso no restaurante num dia de tensão, alguém que afaga a cabeça do nosso filho e que nos diz “Que lindo menino que aqui tem”. Há Amizade em todo o lado. Nós é que os subestimamos.

Os melhores, claro, são os mais queridos (e, naturalmente, os mais ricos para nós na iminência de os perder). Podem ser de vários tipos: os mais antigos, que partilharam connosco as cadeiras da escola; os mais intensos, como aqueles que até nem conheces há algum tempo mas que já te encheram o coração em momentos pilares da tua vida; os mais despretensiosos, com quem bebes cervejas frescas numa esplanada e assistes ao futebol; os que dormem contigo e te prometem amor para sempre – mesmo que dure enquanto durar.

Não há valor que se iguale a um Amigo; são a nossa Família de Coração, aqueles que escolheste. E não nos enganemos a nós próprios: também podemos encontrar Amizade na nossa família- talvez o núcleo maior de Amizade que a alma poderá adquirir nesta nossa Volta ao Mundo.

Os basilares, aqueles que contamos pelos dedos, serão nossos até ao fim dos nossos dias, mesmo que não estejam lá; pelo menos estarão na riqueza da nossa alma. Mas um Amigo é mais do que a presença assídua, o abraço na hora de angústia, a reclamação que precisamos de ouvir quando traímos quem somos. A Amizade é muito mais que isso: é Amor que recebemos. E o Amor é, de fato, o que rege o Mundo. É a manta que nos acolhe quando partimos; sós em corpo, mas cheios num peito invadido por borboletas.

Permitam-me, então, que os homenageie neste texto, tão simples na palavra, mas tão intenso na minha verdade e intenção. Deles não preciso mais nada; apenas da Amizade que me dão e que eu aceito acolher no meu regaço; como diria Voltaire: “Todas as riquezas do Mundo não valem um bom Amigo.”

Obrigada. Por tanto.

 

Sofia Cruz

 

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14.3.14

 

Os valores afirmam a humanidade, salientam a personalidade do indivíduo, configuram a linguagem corporal cada vez mais importante para comunicar e vender ideias e sentimentos, num contexto em que a arte de negociar é imprescindível nas relações humanas.

Inesperadamente não irei focar-me nos valores na perspetiva do código ou traço de personalidade a nível comportamental geralmente aceites num contexto específico. Faria mais sentido, eventualmente, numa época caraterizada por uma intensa migração de culturas, pessoas e bens, imposta pela globalização e desenvolvimento das tecnologias de comunicação e informação, abordar a inevitável diluição dos valores morais das pessoas perigando a soberania das nações. Mas este não será o podium nem o tempo privilegiado para o efeito.

Propõe-se sim, através de uma abordagem pragmática do termo, abordar os valores ou pontuação que alguém possa merecer em resultado de uma avaliação que tiver sido sujeito no decurso, nomeadamente, de um processo ensino-aprendizagem. Obviar-se-á a moralidade dessa abordagem mais adiante, afinal, valores morais são transversais e tangenciais a variados contextos.

Uma prova, teste ou exame escrito e/ou oral são modalidades tradicionais de avaliação do grau de cumprimento dos requisitos emanados nos resultados de aprendizagem esperados no final do programa de formação, como sejam os resultados esperados. Estes elementos são comunicados explícita ou implicitamente no início do programa de ensino, juntamente com a metodologia de ensino e toda informação necessária para que haja transparência e imparcialidade no processo.

Após esse ato, segue-se um período de interação e troca de informação, a nível comportamental e deontológico do professor as práticas pedagógicas assumem três pressupostos epistemológicos, a saber: pedagogia diretiva, pedagogia não diretiva e pedagogia relacional. Nos modelos mais contemporâneos e ciclos de ensino mais avançados, o centro de gravidade passou para o estudante, este deve assumir um papel mais ativo na busca de informação nas várias fontes e domínios. Do lado do professor o seu papel simplificou-se a de um facilitador com a missão de despertar no aluno o conhecimento que já existe dentro de si, regime laissez faire.

Espera-se, contudo, que ao fim de um certo período de formação possa ocorrer a incontornável avaliação para certificar o aluno da sua aptidão no domínio de certa matéria. Alguns desvios podem ocorrer neste ciclo de duração da formação nomeadamente desistência, interrupção, ausência forçada ou voluntária, qualquer outra situação que implique a interrupção da frequência por parte do professor ou do aluno. Em condições normais, caso não hajam condições adversas como sejam as enumeradas acima, o processo de avaliação ocorre na perspetiva de avaliar o conteúdo programático integralmente cumprido com o requerido rigor alinhado ao grau de exigência de cada disciplina, integrado no plano de estudo como um todo, sem intuito de dilacerar a capacidade dos estudantes.

Acontece que, como apanágio do comportamento humano, ocorrem reações de ambos os lados pouco abonatórias para aquele fórum sublime que devia concentrar partes engajadas na mudança social e desenvolvimento humano. A escola é por excelência um centro de formação e transformação do Homem num agente impregnado de valores científicos, técnicos e cívicos.

Assiste-se, de contrário, a uma diluição desses valores por falta de ambição e capacidade de capitalizar o conhecimento, um desconhecimento ou ignorância absoluta da importância da ciência na vida humana, tudo por causa da luta desenfreada para ter uma nota mínima que habilite a apossar-se de um diploma.

 

Na tentativa ingrata de impedir o imperialismo desta prática maléfica usando-se a razão, dependendo dos contextos pode-se arrastar o imbróglio até um ponto de inflexão onde o bom senso prevalecente destaca-lhe como herói vilão que pretende mudar o mundo.

Esta realidade ao invés de catalisar a desilusão com o sistema alega a derramar melhores práticas conducentes a aceitação das responsabilidades adstritas a cada uma das partes no sucesso ou insucesso do processo de ensino, desarmando paulatinamente os que escondem-se da verdade com uma atitude manifesta por locus de controlo externo.

 

António Sendi

 

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11.3.14

 

Tira-o dali, por favor! disse ela. É só um cão às voltas, respondeu ele. O cão “às voltas” estava no meio da estrada, parecia confuso e perdido e, na verdade, prestes a ser atropelado.

Ela continuou a insistir que o cãozinho ia morrer, e ele parou. Parou apesar do perigo de parar assim para apanhar um cão estúpido. Parou apesar de saber que pode ficar caro tentar ajudar um ser vivo que, em rigor, nem se sabe se está a precisar de ajuda.

Acordou uma semana depois, numa cama de Hospital. Afinal parece que tentar salvar um cão pode levar um tipo a ser atropelado. Passaram-se uns tempos, ficou bom, a namorada não falou mais no cão, tentou esquecer o que se passara.

Mas deitou a mão ao pescoço e a medalhinha não estava lá.

A minha medalha?

Era uma medalha de um santo qualquer, dada pela avó há muitos anos, para o proteger. Estava pendurada num fio de ouro, fininho, que ele não era gajo para andar para aí de correntes pesadas ao pescoço, estilo gangster. Usava-a por dentro da roupa, era o que lhe restava da avó. Não tinha nada de religioso, mas prometera à avó que a ia usar sempre e tinha cumprido.

Procuraram por toda a parte, nada.

Seguiram-se perguntas, quem me levou ao Hospital, quem me tirou a roupa, será que a tinhas levado? Claro que sim, NUNCA a tirava.

Ficou às voltas dentro do seu cérebro… as pessoas não têm valores, princípios? Roubaram-lhe uma medalha de valor insignificante enquanto estava indefeso? Estava ferido, inconsciente, e roubaram-lhe uma medalha. Já não há princípios?

Sentiu-se uma personagem daqueles filmes de cowboys em que se vê a malta a roubar as botas e as roupas ao desgraçado que acabou de levar um tiro, porque já está morto, então que diferença faz? Sentiu-se maltratado, furioso, revoltado. Já não há respeito pelos doentes, pelos moribundos, pelos fracos? As pessoas já não têm educação? Onde estão os valores? Antigamente havia valores!

Depois, com o tempo, foi acalmando. Alguém lhe roubou uma volta e uma medalha sem valor de mercado mas com um valor insubstituível para ele, para quê? A estupidez humana tem limites? Começou a dar-lhe vontade de rir, começou a diverti-lo a situação. O que ganhou, na realidade, quem lhe ficou com aquilo? Dinheiro? Só para rir! Algo para exibir? Sem qualquer significado? Só para rir, também.

Durante alguns meses foi pensando, refletindo. A avó ainda estava com ele, nas suas memórias e recordações. Ia estar sempre. E tinha tentado salvar um cão, que, afinal, fugira incólume para fora da estrada. Estava vivo, bem, a namorada também. Tinha muita coisa boa pela frente.

E a medalha? A medalha pelos vistos não o protegera grande coisa, ou talvez tivesse protegido.

De qualquer modo, já não a tinha, já não era sua.

Pensou um pouco mais… quem ficou com ela… quem acabar com ela… espero que lhe dê muita sorte e que seja protegido, abençoado.

Se a medalha foi embora, talvez estivesse no momento de ir. Talvez fosse tempo de passar a boa sorte a outro, de abrir os horizontes a alguém. De incutir bons valores a outra pessoa. Sorriu, descansado.

Se a medalha fizer coisas boas por aí, isso sim, é a cereja no topo do bolo.

 

Dora Cabral

 

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9.3.14

 

Estamos numa daquelas épocas, tendo em conta o nosso referencial ocidental, em que as dúvidas são muitas, os paradigmas não são sólidos, ameaçando desmoronar-se. É costume, penso, recorrer-se ao fim do Império Romano do Ocidente ou, talvez menos, ao final do século XVIII, quando nos queremos referir, exemplificando, ao final de uma época, à refundação de modos de vida. Estamos a falar de eras em que houve dissolução de costumes, exageros, portanto de abandalhamento, bandalheira.

Sintetizando: quando se vive, dizendo-o em duas palavras, uma crise valores.

Estamos aqui a falar de valores éticos, estéticos, religiosos, morais, políticos, através dos quais as pessoas, individualmente e em sociedade, fazem escolhas, opções.

Perante os factos da vida e para tomarmos opções, usamos critérios, uma hierarquia de valores que nos permitem, na nossa circunstância, tomar decisões.

Pois é, aqui vem a rasteira que não me é possível evitar. Ela faz-me tropeçar na duplicidade de significados dos “valores”, pois a eles também as pessoas se referem quando são imobiliários, mobiliários, transacionáveis em Bolsa.

Será que, no limite, a questão dos valores, hoje por hoje, tende a resumir-se ao recheio da bolsa?

 

Jorge Saraiva

 

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7.3.14

 

Quando damos liberdade aos nossos pensamentos tudo vale!

Damos vida à doença… à dor… à incompreensão… às preocupações…

Em vez de valorizarmos a amizade… o Amor… a boa saúde… o facto de estarmos vivos!

Controlar a mente nem sempre é fácil, porque os pensamentos são seres vivos e quando os alimentamos negativamente eles ganham força e apoderam-se do nosso sistema.

Dominar os dragões que vivem no nosso interior é dar início a uma batalha, e como todas as batalhas esta também precisa de estratégia e sabedoria. Para a vencermos temos que combatê-la sem medo, coragem e acima de tudo muita Fé! Acreditar sempre que Deus nunca nos abandonará, Ele é o nosso Pai!

Recordemos os reais e nobres valores que Ele nos concede todos os dias, o perdão… a partilha… a boa vontade… o respeito… a lealdade… a gratidão pela vida que temos… Estas são as armas com que temos que combater para sairmos vitoriosos!

Viver significa aprender e por isso nos é dado um cenário para contracenarmos com as provações e percebermos que tudo é uma ilusão, pois o resultado pretendido é expandirmos a nossa alma a elevados graus de compreensão para que a liberdade seja atingida! 

 

Joana Pereira

 

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4.3.14

 

“Palavras”… vou chamar-lhes assim. “Palavras”, que não são apenas “palavras”; são indicadores que orientam a nossa posição na vida e a forma como a vivenciamos e a influenciamos, quer no quotidiano individual, quer na forma como nos relacionamos com os “outros”. Pontuam a maneira como vivemos o mundo; a forma como o “nós” se posiciona relativamente aos “outros”. Podemos definir as “palavras” como SIMPLICIDADE; RESPEITO; COMPAIXÃO; ESCUTA; SUBTILEZA; LAICIDADE; HUMOR; CAPACIDADE DE INDIGNAÇÃO e; O CUIDAR DE NÓS PRÓPRIOS. São “palavras” com um peso absolutamente necessário de análise. Ser SIMPLES obriga à capacidade de percebermos os “nossos” limites… às vezes é preciso fazer tanto esforço! O RESPEITO demonstra a consideração de todos como importantes e com algo a oferecer ao mundo… é preciso assumirmos que precisamos todos uns dos outros e, claro, para isso, os outros têm de ser entendidos como importantes na sua individualidade!; a SUBTILEZA é necessária para percebermos os pormenores escondidos nos “outros”, pormenores que podem deixar de ser apenas pormenores e podem dar-nos indicações de situações que exigem muita atenção! A COMPAIXÃO compreende a capacidade de aliviar o sofrimento dos “outros”… é tão necessária!; a ESCUTA proporciona a aceitação do silêncio dos “outros”… o silêncio é transportador de tanta informação! A LAICIDADE permite-nos a aceitação das opiniões e comportamentos dos “outros”… nem sempre é fácil!; o HUMOR adequado relativiza as situações mais desconcertantes… ajuda tanto! Temos, ainda, a CAPACIDADE DE INDIGNÇÃO perante um mundo, muitas vezes incongruente e devastador… a capacidade de indignação é imprescindível, porque implica que pensemos sobre os factos e, muitas vezes, pensar perturba e ajuda a alterá-los! e, finalmente; o CUIDAR DE NÓS PRÓPRIOS é uma condição necessária na confrontação com os “outros”… o cuidado individual é obrigatório para podermos ajudar os “outros”! Precisamos de viver no mundo e com o mundo… e o mundo é as pessoas! Aquilo a que chamamos “palavras” torna-se, no contexto social atual, mais necessário do que nunca! O relacionamento interpessoal (o relacionamento entre o “nós” e os “outros”), que constitui a essência do viver no mundo, não é compatível com a ausência destas “palavras”. Eventualmente existirão outras “palavras” importantes e necessárias para vivermos neste mundo, mas estas são algumas das que mais me empurram para uma vida de bem-estar. A subjetividade do bem-estar é a condição que permite a opção por estas ou outras “palavras”, ou por nenhuma palavra com este significado e dimensão. As “palavras” de que se vem a falar são necessárias para uma vida baseada na compreensão, no respeito e na aceitação dos “outros”. As outras, sem este significado e dimensão, transformam o mundo num sítio sem interesse humano e estético para que a vida aconteça. As viagens na vida são feitas à luz daquilo que cada um vivencia, aprende e apreende. Somos a história da nossa vida, com tudo o que esta nos proporcionou e proporciona. Às vezes o azar bate à porta de alguém… e não tem a sorte de usar estas “palavras” no seu dia-a-dia… e, então, a viagem torna-se sinuosa, difícil e incompreensível para alguns dos “outros” que usam essas “palavras” e, acredito que, para esse alguém, também. A SIMPLICIDADE; o RESPEITO; a COMPAIXÃO; a ESCUTA; a SUBTILEZA; a LAICIDADE; o HUMOR; a CAPACIDADE DE INDIGNAÇÃO e; o CUIDAR DE NÓS PRÓPRIOS, são algumas das “palavras” que não exigem muito custo para orientarem as nossas atitudes e comportamentos. Às vezes há necessidade de treino e, às vezes, muito treino mas, arrisco dizer, com minha certeza, que lucramos “nós” e os “outros” também.

 

Ermelinda Macedo

 

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2.3.14

 

Não é muito difícil verificar que existem nos dias atuais significados completamente diferentes, ou até mesmo antagónicos, sobre normas e valores que anteriormente eram socialmente aceites. Decidi fazer uma pequeníssima compilação dos seus possíveis novos significados e diferenças:

 

- Deixar que o seu animalzinho de estimação defeque livremente nos passeios, significa que se o próximo calcar e sujar o sapato não tem qualquer importância, até porque é sabido que  calcar um dejeto dessa natureza poderá trazer sorte. Por isso, o dono do animal apenas contribui para espalhar a boa sorte.

 

- “Por favor”, pouco, raramente ou quase nunca se aplica. Entrou gradualmente em desuso, parece que foi substituído por um abanar de cabeça, acho que quer dizer mais ou menos a mesma coisa.

 

- “Obrigada” de quê? Para quê? Outro termo arcaico, este parece que foi trocado por um grunhido impercetível que quase nunca ouço ou entendo.

 

- “Desculpe”, “dá-me licença”, e outros similares, quem encontrar, sem ser em forma de encontrão, por favor diga-me que eu já não os vejo há algum tempo.

 

- Gosto particularmente de uma nova forma de se entregar as coisas: agora atira-se e espera-se que o outro apanhe. Estender a mão e esperar que o outro agarre, acredito que dará muito trabalho.

 

- Nem imaginam o quanto gosto de uma técnica de expressar o nosso desagrado com o comportamento dos outros, principalmente quando conhecemos esse outro. Falar bem alto virado de costas e dizer tudo o que apetece, sabendo que se o outro não é surdo o irá ouvir, mas sem poder dizer nada pois se o fizer seguramente se tratará de um grande malcriado.

 

- E quando temos de passar em simultâneo num mesmo espaço, por exemplo num passeio, onde um vai e o outro vem? As recomendações são: deve-se seguir em frente ignorando a presença de quem quer que seja e se isso significar um encontrão (parece que este está bastante na moda como forma de interagir com o semelhante) assim seja.

 

- No trânsito, oh meu Deus, no trânsito, assisto diariamente a manifestações de educação e respeito pelo outro. Desde nos agraciarem com um “...filha da p***...” quando nos atrasamos em avançar instantaneamente, quando o semáforo muda de cor, a um conjunto praticamente indecifrável de gestos, apenas conseguindo distinguir aquele dedo, a que chamam de pai de todos, bem esticado na nossa direção. Que amabilidade!

 

- As caixas de supermercado costumam ter assinalada uma caixa prioritária, mas desenganem-se aqueles que pensam que é para os mais velhos, grávidas ou pessoas com deficiência. Os símbolos querem apenas dizer “- Oh espertalhão se esta caixa está vazia e tu cheio de pressa avança! Mesmo que atrás de ti esteja alguém assim com mais de 70 anos”.

 

- É espantoso como um pequeno objeto, que serve para comunicar, se consegue impor a qualquer outra situação. Por exemplo, se se está num jantar, imaginem com mais de 10 pessoas, e este objeto tem a decência de tocar... para tudo!!! “ Vamos lá a calar! Não veem que estou ao telemóvel ?????”. E é vermos 9 caritas constrangidas por não terem respeitado a etiqueta e se terem esquecido de se calar mal aquela coisinha tocou.

 

- Não poderia deixar de fazer uma rápida referência a todos os astuciosos da nossa sociedade, que sempre que encontram uma fila, precisam de passar à frente dos restantes. Mas o melhor é quando se reclama, a desculpa é que não viram, claro que não viram, todas as outras pessoas de quem tentaram passar a frente sofrem de uma doença pois ficam momentaneamente invisíveis.

 

- Para terminar, alguém ainda se recorda do cavalheirismo? Oh já é uma coisa muito antiga, do tempo dos dinossauros, pois praticamente ninguém o exerce e desconhece por completo o que isso quer dizer e o que implica. Eu tenho saudades de encontrar, na rua, um cavalheiro. Mas isso é já pedir quase um milagre...


Meus caros, de coisas tão pequeninas falei aqui, existem outras muito maiores, mais sérias e muito mais graves, mas cada vez mais a ausência destas se espalha e espelha uma sociedade mais pobre e a padecer de pequenos valores, normas e conduta de boa educação que fazem toda a diferença. Depois a malcriada sou eu que tenho mau feitio.

 

Susana Cabral

 

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