27.5.10

 

Sim… viver com uma fobia é estar constantemente expectante de um desencadeamento de pensamentos que levam ao limite – assim de repente – e fazem sofrer de tal maneira que tudo à volta perde sentido… E o principal? É mesmo a sobrevivência e a saúde mental.

Viver, sempre a desejar que isso nunca tivesse tido um início… ou que agora tenha um fim… Em crises agudas, pensamentos acerca da morte, ou da impotência perante tais sentimentos, são prementes e persistentes. O que fazer com a vida quando se está limitado dentro de um medo, de um receio constante?

Sim, o mundo é perigoso… Esta é a premissa para todos os medos exacerbados e irracionais que a partir daí podem ser construídos e desenvolvidos.

Opção 1: - Sim, é perigoso… mas vivo e quero viver!

Opção 2: - Sim, tão perigoso que não consigo viver sem pensar que a qualquer momento poderei morrer!

Qual das duas opções? Obviamente a primeira que, com flexibilidade e racionalidade, permite confiar na vida e esquecer o pensamento “mau” e intrusivo que assombra a pessoa fóbica.

A essência? Perigo conjugado com descontrole.

A base? Crenças irracionais.

Cura? 100% enfrentamento. Digamos que com técnicas medicamentosas é possível viver adaptativamente, apesar de que sempre dependente: retirada a medicação, o medo continua.

É importante perceber que sentir medo é fundamental e faz parte da sobrevivência do ser humano. Caso contrário, como fugir de um estímulo aversivo? Como optar entre lutar e fugir perante uma ameaça de morte? O medo impulsiona para a acção.

O medo só se torna um inimigo insuportável quando nos deixamos dominar por ele. Quando os pensamentos lançam mentiras que fazem bloquear.

 

Uma vez disseram-me que as pessoas com algumas doenças mentais eram dotadas de um grau elevado de inteligência. E eu remato que sim, isso poderá ser possível e ter a sua lógica… mas estas seriam mais dotadas ainda se, com toda a sua inteligência, conseguissem manter uma atitude e pensamentos saudáveis e adaptativos. Aí sim, utilizariam a sua inteligência para o seu bem!

 

Ana Lua

 

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24.5.10

 

Eu gosto muito do meu avô. Da minha avó também. Mas com o meu avô é diferente: brinca comigo, não ralha, leva-me à escola, vai lá buscar-me ao final do dia… É diferente. Mas eu agora estou de férias.

 

Ontem, depois do almoço, o meu avô esteve a ensinar-me as jogar as cartas. Depois foi deitar-se, para descansar. Ao final da tarde levantou-se; eu ouvi-o a tossir.

De repente, e não sei porquê, a minha avó ficou muito nervosa. Por vezes ela enerva-se, por esta ou por aquela razão, mas nunca a vi assim tão nervosa, mesmo aflita. Mandou-me ir brincar para o rés-do-chão e não subir. Depois telefonou para a minha mãe e para a minha tia. Chorou a falar com elas, que eu bem a ouvi. Disse-lhes que era necessário avisar os meus tios do Porto e depois avisar toda a gente. Percebi que tudo aquilo tinha a ver com o meu avô, que alguma coisa se passava com ele, mas não entendi o quê. Estaria doente? O meu avô nunca estava doente – só tinha frio. Como ela estava muito nervosa e a chorar, achei melhor não lhe desobedecer e fiquei na sala; mas não tinha vontade de brincar.

Quando o meu tio Luís, irmão da minha avó chegou, foi logo lá para cima e eu continuei sem poder subir.

 

Quando os meus pais chegaram já era noite. A minha mãe vinha a chorar e o meu pai parecia zangado, mas sem ralhar. Depois disseram que o avô tinha morrido. Morrido!? Como o Aniceto, a tartaruga que a minha avó me tinha dado num Natal? Ou como o Rex, aquele cão que a minha avó tinha ao fundo do quintal? Desse eu tive saudades.

Eu queria ir para o pé do meu avô; apetecia-me encostar a ele. Pedi à minha mãe, mas ela não deixou. Disse que tinha de ficar em baixo; ele ficaria em cima. Mas ele ia ficar sempre lá em cima e eu sempre sem poder subir? Mas a minha cama estava lá em cima… como iria dormir?

Já era muito tarde quando chegaram os meus tios do Porto. Eu estava a dormir, mas ouvi-os chegar. Esses também foram lá cima, onde estava o meu avô. Todos iam lá cima, menos eu. Porquê?

 

Esta manhã, bem cedo, já todos estavam acordados. E chegaram uns senhores num daqueles carros que transportam os mortos. Foram todos lá para cima. O meu pai não parecia tão zangado e eu disse-lhe baixinho, ao ouvido, que gostava de ir lá acima, ver o avô. O meu pai não respondeu. Olhou para o meu tio do Porto e perguntou se deveria deixar-me subir. O meu tio disse que sim, mas que tivesse cuidado para ver como eu reagia. Mas eu não tenho medo do meu avô – mesmo que ele esteja morto.

E subi, com o meu pai.

O meu avô estava muito quieto com as mãos em cima da barriga, deitado num caixão, pousado no chão. Estava com a cara mais branca, mas parecia estar a dormir. Teriam a certeza de que estava morto? Fui até ao pé dele e toquei-lhe na mão. Estava muito fria.

Depois aqueles senhores pegaram no caixão e levaram-no. Para onde iriam?

 

Quando as aulas recomeçarem, quem irá levar-me à escola? Apetece-me jogar as cartas com o meu avô, encostar-me a ele enquanto ele me ensina a jogar.

 

FCC

 

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20.5.10

 

Em todas as culturas do mundo o conto serviu propósitos diversificados. Daí que o interesse por este, ao longo dos tempos, se tenha manifestado nas mais distintas áreas do conhecimento.

O conto estuda modelos textuais, formas primitivas de viver, estabelece regras de funcionamento da narrativa, explica conflitos humanos… Em suma, o conto levanta questões que dizem respeito a todos nós. Fala-nos de aspectos da vida social, do comportamento humano, do comportamento emocional (amor, ódio, raiva, amizade) e, frequentemente, apresenta-nos contrastes que Bettelheim (1998) tão bem retratou: Bem – Mal; Luz – Trevas; Saúde – Doença; Noite – Dia.

A criança que ouve contos organiza melhor o discurso na mente e, consequentemente, cria e desenvolve estruturas que lhe permitem poder vir a compreender qualquer tipo de narrativas, por exemplo, a sua própria narrativa…

Ora, os contos, têm como base a palavra. Através dela colocam-se, perante as crianças, os fragmentos de vida, do mundo, da sociedade, do ambiente imediato ou longínquo, da realidade alcançável ou não, da própria fantasia.

Eu acredito que ao falarmos sobre a morte podemos fortalecer relações com os outros, como também podemos valorizar mais a própria vida e aceitar o que o destino nos reserva, e do qual não podemos fugir.

 

Mas, quem quer falar sobre a morte com crianças? A resposta provavelmente será NINGUÉM. Os adultos querem proteger as crianças dessas experiências dolorosas e evitar ter essas conversas.

A inevitabilidade da morte é uma condição da qual não podemos fugir, por isso evitar este assunto poderá dificultar, na criança, o entendimento dela sobre outras situações da vida. Isso não quer dizer que se fale disso o tempo todo, mas que se deve aproveitar a sua ocorrência para abordar a questão, sem exageros de protecção, até porque a criança, ao longo da sua vida, irá deparar-se com algumas perdas (entes queridos, animais de estimação…).

Muito do que aprendemos nas nossas vidas depende, por vezes, do que nos contam. De facto, contar histórias é uma forma de divertir as pessoas, de educar, de dar a conhecer, auxiliar, sensibilizar, organizar sentimentos, enfrentar tabus e medos…

Mas como é que a MORTE surge na nossa Literatura Infantil?

 

Através da Literatura Infantil pode-se lidar com todo o tipo de sentimentos, tanto da parte de quem conta a história como pela própria história em si, que pode narrar algo com que a criança se identifique.

Acredita-se que as crianças que ouvem contar histórias que abordem estas temáticas têm mais facilidade na compreensão e na aceitação da situação vivida, pois promove uma certa empatia e aproximação entre o adulto e a criança.

O tema da morte está presente em toda a Literatura Infantil. É raro o livro para crianças que não fala sobre esta temática, senão vejamos:

 

BRANCA DE NEVE E OS 7 ANÕES

Quem morre? Branca de Neve, e só renasce com o beijo do Príncipe…

 

BAMBI

Quem morre? A mãe de Bambi e o pai…

 

MOGLI  (“O LIVRO DA SELVA”)

Quem morre? Os pais de Mogli…

 

A CAROCHINHA E O JOÃO RATÃO

Quem morre? O João Ratão…

 

PETER PAN

Quem morre? O Capitão Gancho…

 

…e a lista continua…

 

Aproveitem e valorizem cada segundo do vosso tempo, já que o destino está traçado, e da morte ninguém jamais poderá fugir…

 

Susana Quesado / Maria Graça Sardinha

 

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17.5.10

 

- Sabes, o pai morreu e foi para o céu e está lá em cima, com as estrelas, a sorrir.

- Mãe?

- Sim, filho?

- Dás-me um telescópio no Natal para eu poder ver o pai nas estrelas?

 

- Filha, o pai morreu mas vai estar sempre no teu coração…

- Mãe, eu não o quero no meu coração. Eu quero é que ele me leve à escola…

 

Pode ser extremamente complexo explicar a uma criança o desaparecimento de um ente querido quando, até nós adultos, temos tanta dificuldade em o aceitar ou superar. Sabemos o quanto a nossa vida se altera após essa perda, o quão difícil é preencher o vazio e respirar fundo. Quando isto acontece com uma criança, ela sente-se desprotegida, insegura, sobretudo se perde o pai ou a mãe que são os seus pontos de referência, o seu porto de abrigo.

A criança (especialmente em tenra idade) não entende que a morte é irreversível. Todavia, é preciso que saiba que aquela pessoa não vai voltar. É preciso que possa chorar e partilhar a dor e a saudade, que possa falar dos seus sentimentos, que se sinta acarinhada e compreendida.

É preciso que a verdade que lhe chega não a destrua, e que seja realmente a verdade. “A mãe ainda está no hospital”, “O pai foi viajar e ainda demora a regressar”, “O avô foi para o céu”, são tudo exemplos do que não devemos dizer, sob pena de levarmos a criança a esperar o regresso da pessoa falecida ou a desejar ir ao seu encontro no céu. As crianças não devem ser excluídas deste processo para que possam aceitá-lo, percebendo que a morte é parte integrante e inevitável da vida. Só depois de iniciado o processo de luto será possível superar e aceitar a perda.

Se a criança ao longo da sua vida foi lidando com outras perdas (a morte de um animal de estimação ou de um avô), estará emocionalmente mais apta para aceitar a irreversibilidade da morte. E, sobretudo para lhe sobreviver, para poder encontrar um sentido na sua própria existência, nos dias que lhe seguirão.

 

Alexandra Vaz

 

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13.5.10

 

A morte é palavra concreta em qualquer cenário de guerra. Sendo a guerra um contexto rico em emoções negativas, são muitos os participantes que as experienciam e as carregam para o resto da vida, com mais ou menos recursos pessoais e sociais para as digerir.

Nós, que todos os dias bebemos informação de diferentes guerras que se espelham pelo globo e vemos a morte com olhos vacinados contra as emoções adversas que esta possa causar, não imaginamos o que será experienciar a morte num cenário tão violento como é a guerra.

O que sentirá um combatente que, com a arma embrenhada nos braços, vê ao mesmo tempo o seu parceiro cair por terra atingido pelo inimigo, enquanto luta pela sua sobrevivência? O que sentirá ao ver-se incapaz de acudir ao colega para evitar a sua morte, porque está sob balas? Qual a sensação de ver a morte diante de si, a escorrer por cada fio de sangue e olhá-la nos olhos de um companheiro? O que sentirá ao atingir também o seu inimigo com as mesmas balas que há instantes retiraram a vida ao seu parceiro? Ódio, vingança, culpa? Quem sabe? Embora guerreiros, diferentes emoções devem sentir quando presenciam a morte de todos os ângulos. Talvez o medo seja o sentimento que esteja sempre presente em cada olhar de guerreiro… ou talvez não… talvez a ausência de si mesmo num momento tão limite seja mais constante.

 

E como será esperar o regresso da guerra, de um filho que poderá nunca mais voltar? Que lágrimas guarda a mãe do soldado depois de tantas derramadas na incessante ansiedade de receber um sinal de vida do seu filho? Qual a consolação de um pai, ou mãe, no heroísmo da morte do seu filho, por uma causa nem sempre partilhada?

Porém, não só de combatentes se faz a guerra. Também de comunidades, repletas de homens, mulheres, crianças. Quem sabe a cor das emoções que se extravasam na alma de uma criança que estremece ao cair de uma bomba tão perto da sua casa? O que será ver os nossos familiares e vizinhos jazendo inanimados, como cenário do dia-a-dia? Que esperam estas pessoas da morte? Alívio? O mesmo medo e assombro que todos nós? Ou um modo de estar na vida? Que esperanças na vida têm estas pessoas alheias aos intuitos dos senhores da guerra?

E por fim temos estes mesmos, os senhores da guerra, que assistem do cadeirão das suas mansões, aos cenários por si montados. Com que emoções estes senhores contabilizam mortes? Indiferença? Qual será o sentimento ao deitar, perante as suas ordens diárias para os milhares de combatentes ao seu comando?

 

A morte é uma realidade física praticamente igual para qualquer ser humano. Pode variar a sua execução, mas a paragem dos sinais vitais acontece do mesmo modo. A realidade psicológica desta, varia de pessoa para pessoa, mas é com certeza extremamente diferente num cenário tão mortal como a guerra.

Aos que sobrevivem a este flagelo, o que lhes resta? Sentimentos de culpa, medos, desesperança, incapacidades. Talvez uma vontade de morrer, num assombro constante de recordações vivas desse pesadelo. Talvez uma vontade de esquecer e ser de novo, de renascer, pelos que devido à morte, já não o podem fazer.

 

Cecília Pinto

 

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10.5.10

 

O envelhecimento demográfico da população, o registo crescente de doenças oncológicas, infecciosas (como a infecção VIH/SIDA), doenças neurológicas degenerativas e a insuficiência de órgão (como a insuficiência cardíaca, pulmonar ou hepática) tem levado ao aumento do número de doentes crónicos, para quem o objectivo da cura não faz sentido. Estes doentes padecem de grande dependência e sofrimento, quer físico, decorrente dos sintomas causados pela patologia de base, quer psicológico.

Os profissionais de saúde são “treinados” para a cura, o que faz com que tratamentos penosos e exames desnecessários sejam realizados na tentativa de alcançar uma “cura utópica”. A falência da cura não deve ser encarada como uma derrota, mas sim como um ponto de partida para um tratamento diferente: o tratamento dos sintomas que causam sofrimento, o apoio ao doente e à família, a aceitação da MORTE e a aposta na qualidade de vida. Este é o objectivo dos Cuidados Paliativos. Através de equipas multidisciplinares os Cuidados Paliativos centram-se nesta missão e impõem-se como uma necessidade cada vez mais iminente na sociedade e como um direito humano.

 

Joana Gonçalves

 

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6.5.10

 

Vamos morrendo ao longo da vida. Morremos todos os dias um pouco, ao mesmo ritmo que vamos renascendo, que nos vamos renovando. É como se as mortes fossem passagens, portas de transição obrigatória, marcos que indicam o caminho a seguir. Será provavelmente esse o sentido da vida: uma caminhada solitária.

No instante em que tomamos consciência da nossa finitude passamos a viver condicionados pelo tempo, em função do prazo. E aqui reside a origem do medo, da protecção e da crença. Passamos a ter medo de morrer, a proteger a vida e, dada a inevitabilidade do fim, a creditar em soluções para a morte. Tal como a vida, que pertence a um só ser, com a exclusividade e as características que lhe pertencem, também a morte é uma caminhada solitária. Cada um sabe sobre a morte um pouco mais que o vizinho. Cada qual sente a morte à sua maneira.

 

Vejamos o exemplo daquele que acaba de ser informado de que a falência progressiva do seu organismo determinou uma data mais ou menos próxima para morrer. Começará por negar, duvidando por vezes da sanidade mental do clínico. Enraivecer-se-á depois, distribuindo em redor e sobre si mesmo violentos protestos e musculadas manifestações de revolta. Tentará negociar a vida, prometendo sacrifícios para obter a reversão do processo degenerativo. Entrará em profundo estado de tristeza quando se aperceber que nada há a fazer. E aceitará enfim, desprovido de emoções, o desfecho.

O mesmo acontece com aquele que é enganado pela companheira. Porá em causa tudo o que lhe dizem a esse respeito, questionará a objectividade das provas que vai recolhendo e escudar-se-á na crença de que o comportamento dela foi motivado pelo stress. Revoltar-se-á contra ela, contra terceiros e contra ele mesmo. Prometer-lhe-á mudanças estruturais de personalidade se ela reconsiderar. Remeter-se-á à depressão quando tomar consciência de que a perdeu. E, instalado o hábito, conformar-se-á com o recém-adquirido estado de celibato.

 

Nestes exemplos, tal como noutros em que o resultado é a perda iminente de alguém ou de algo importante, o percurso é quase sempre e mais ou menos este: negação (dúvida), raiva (revolta), negociação (reversão), depressão (ensimesmação) e aceitação (conformação).

Este caminho, o que antecede a derradeira porta, que é longo e penoso, tem por grande característica a solidão, a solidão mais profunda. O caminho solitário parte de nós e em nós termina.

 

Smith

 

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3.5.10

 

Alguém disse, recentemente, que sobre a morte não se pode falar com certeza, apenas se pode especular; aquilo de que se pode falar com certeza é da vida e do percurso que cada um faz.

Vi há dias um vídeo que me impressionou bastante, de um professor universitário a dar a última aula. O que me impressionou não foi o facto de ser um qualquer professor a dar uma aula sobre a mesma matéria que sempre dera, mas sim o facto dessa última aula ser consequência de um cancro do pâncreas, incurável, o que lhe dava uma esperança de vida de apenas alguns meses.

Ao contrário do que seria de esperar, esta aula não teve nada de auto-comiseração, ou de lamentação pela sorte que se avizinhava, antes pelo contrário, falava dos seus sonhos e do que tinha aprendido com a frustração de não ter atingido alguns deles e com a satisfação de ter atingido outros...

 

Mas mais tocante do que falar sobre esta palestra, é vê-la e ouvi-la com todos os sentidos e sentimentos receptivos:

 

 

Alexandre Teixeira

 

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