24.12.08

 



 


Quando pensamos em violência doméstica, o pensamento coloca quase sempre a mulher como a vítima, o que nem sempre é verdade.


Por outro lado, o nosso pensamento tende à simplificação problema - solução, neste caso, violência - divórcio. Sabemos porém que a questão não é tão simples assim, quer do ponto de vista económico, quer do ponto de vista afectivo/emocional, este do nosso particular interesse.


De facto, os afectos, os laços afectivos, deixam a vítima em situações que nada têm de simples, completamente divididas entre sentimentos profundamente contraditórios e inconciliáveis.


Para abrir essa discussão, recomendo-vos a leitura de uma artigo publicado na revista da GNR, "Pela Lei e Pela Grei", no seu número de Julho a Setembro de 2008.


Também é bom verificar o quanto as forças de segurança já evoluíram nestas matérias.


 


Pela Lei e Pela Grei


 


FCC


 

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21.12.08

 


 


A mim, o Natal traz-me uma mistura de sentimentos, sendo que alguns devem-se às minhas próprias experiências e vivências e outros devem-se ao que me vai sendo possível observar no meu entorno. E são estas últimas que me levam a escrever agora, um pouco.


 


Nesta época do ano andamos todos encantados da vida a tentar estourar o subsídio de Natal com aqueles de quem mais gostamos, na esperança que em troca de um presente recebamos um sorriso.


É um momento em que esquecemos tudo de mau que nos rodeia e o discurso de toda a gente é cheio de optimismo (pelo menos enquanto as luzes de Natal piscam no pinheiro).


 


No entanto, para algumas pessoas, o Natal não é uma época de troca de prendas, nem de luzes, nem de montras cheias e mesas fartas de doces e familiares. É uma época de dor, de solidão e de abandono.


Li há dias uma reportagem sobre os nossos idosos que, nesta época natalícia, são abandonados nos hospitais, pelas famílias, como se de um rafeiro sarnento se tratasse.


 


O que é que este tipo de atitudes diz de nós enquanto seres humanos e enquanto sociedade? Para onde nos dirigimos quando viramos as costas a quem, muitas vezes com sacrifício pessoal, deu tudo o que tinha para nos criar? Como é que conseguimos celebrar a consoada, sabendo que deixámos alguém para trás?


É este o espírito natalício e católico que queremos passar às próximas gerações?


Espero que não...


 


Espero que este ano todos tenhamos o melhor Natal possível e que merecemos, junto de quem Amamos!


 


Alexandre Teixeira


 

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19.12.08


 


Estás bom?


Eu estou bem, eu portei-me bem, estive atenta às aulas, tive bom nas fichas de avaliação e quando quero alguma coisa ponho o dedo no ar. Portei-me bem em casa, ajudei os meus pais, como bem, ajudei a montar o pinheiro e dou festas à Mia.

Este ano queria, se fosse possível, uma escola do Nenuco. E duas prendas, se fosse possível, surpresa.

Querido Pai Natal o meu irmão disse que este ano gostava de ter um jogo para a PSP, ele porta-se bem, ele é muito meu amigo e o André manda um beijinho.

Queria também, se fosse possível, para todos os meninos, queria que desses um presente, um chupa, um chocolate que faça bem à vida deles, ou qualquer agasalho. Para os meninos pobrezinhos do mundo, um boneco, um livro, uma manta e um gorro do Pai Natal.

 

Obrigada.

Feliz Natal.

 

Um beijinho Pai Natal e um beijinho para todos os anões

A Mia manda um miau

 

Manuela

 
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19.12.08

 






 

Conteúdo:

 

a) disponibilidade

b) preocupação

c) determinação

d) esforço

e) entrega

f) coragem

g) persistência

 

E mais?

 

FCC

 

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15.12.08

 



 


No meu tempo, o Natal...

 

Esta seria a forma mais comum de começar a falar das recordações guardadas de tantos Natais. Seria, se não vivesse os dias de hoje como sendo o “meu tempo”.

Incluo-me neste tempo, com vontade de viver, sentir e agarrar sensações. Todos os dias se processam em mim, e no exterior a mim, alterações, mas não me excluo destas alterações, acompanho-as.

E por isso, recomeçando...

 

O meu Natal de há uns anos não é igual ao Natal de hoje. Há uns anos atrás, a visão de, na noite de Natal, não ter a merecida prenda do Menino Jesus, em minha casa, no meu sapatinho, condicionava com alguns meses de antecedência o meu comportamento. Desde o portar-me bem, a fazer os TPC da escola, a ajudar na lida de casa, tudo era condicionado pela promessa do prémio que receberia na manhã do dia 25 de Dezembro.

No dia 24, à noite, atrasava quanto podia a hora de me deitar, na esperança de que o Menino Jesus viesse mais cedo e eu ainda estivesse acordada. O cansaço vencia-me e, de ano para ano e todos os anos, ficava com muita pena de não o ver.

Gostava da surpresa que me deixava como prova da sua passagem, mas lembro-me que ficava um “amargozinho” por nunca o conhecer.

 

O Natal era vivido com esta intensidade à luz dos meus olhos e à dimensão da minha idade.

Talvez por isso, ou talvez não, não me lembro de acções de solidariedade que percebo e vivo actualmente.

E hoje, para mim, Natal é mesmo isso - solidariedade.

Entristece-me, mais do que noutros períodos do ano, a miséria humana. Conforta-me, como se fosse eu a comê-la, a sopa, as bebidas quentes e os agasalhos distribuídos aos sem-abrigo. Comovo-me com o Natal nos Hospitais. Participo na recolha de alimentos para o Banco Alimentar. Sorrio com as peças de teatro apresentadas pelos reclusos...

 

Fixo-me neste último grupo para recordar um episódio duma das minhas idas a um estabelecimento prisional.

O objectivo era comprar móveis feitos pelos próprios reclusos que, segundo sabia, eram de muito boa qualidade e muito em conta em termos de preço.

 

Não era a primeira vez que visitava este estabelecimento prisional, mas, por não ser de livre acesso, pela grandeza do edifício, pelo fim a que se destina, ou por outra razão qualquer, sabe-se lá qual e, sem qualquer intenção da minha parte, quando me dei conta estava a fazer um reconhecimento pormenorizado do local e a procurar ter um comportamento exageradamente natural.

 

Muitas pessoas tiveram a mesma ideia que nós (eu tinha ido acompanhada), pois o armazém de exposição estava cheio.

As pessoas olhavam, tocavam e mostravam-se interessadas questionando sobre os materiais preços e condições de pagamento.

O recluso de serviço não tinha mãos a medir. A todos procurava responder, a todos procurava atender.

Nós estávamos muitos indecisos; a oferta era grande, os móveis eram realmente bonitos e com qualidade. Mas por qual decidir?... E íamos vendo, tocando, tirando uma ou outra dúvida com o recluso. Foi então que reparei que ele estava um tanto ou quanto inquieto; solícito, mas algo inquieto.

Percebi que eram várias as solicitações e começava a estar muito pressionado. Eu quis ser simpática e atirei com a frase socialmente correcta: “Não se prenda connosco…”.

O inconveniente da frase, naquele contexto, só foi minimizado pela expressão de descontracção do recluso.

Naquele constrangimento, não sei se ouvi, ou se imaginei ouvi-lo responder: “Não! Não me vou prender, já me prenderam...”.

 

A TODOS UM BOM NATAL!

 

Cidália Carvalho

 

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14.12.08

 


 


 


Em criança, colava a minha cara ao vidro para ver os enfeites de Natal que as lojas colocavam nas montras, no início de Dezembro. Sentia o frio nas bochechas e deliciava-me com os comboios, as bonecas e todo o vermelho e verde que preenchia as ruas, as montras e as casas.

Vivia o Natal num misto de respeito e ansiedade, como qualquer criança queria ser visitada pelo menino Jesus que, mais tarde, deu lugar ao célebre Pai Natal.

 

Mal terminava a arrumação da árvore de Natal e ainda se comiam os restos do bolo-rei, já começava a pensar no que iria pedir para o Natal seguinte. Sempre que abria a gaveta onde os enfeites estavam guardados, sentia uma nostalgia e um conforto: acontecesse o que acontecesse, viria sempre o próximo Natal, que seria sempre uma festa e eu sentiria a felicidade e o amor de um ano inteiro.

 

Fui crescendo e a realidade dos adultos foi-se apoderando dos meus Natais, ano após ano a magia foi-se desgastando, deixei de sentir ou de querer a sua proximidade, pois estava longe de ser uma época desejável ou feliz. Sentia a máscara de todos e não queria fazer parte da gigantesca máquina de fazer e produzir contos de Natal.

 

O seu significado, o seu valor, ou o quer que seja, ficou completamente esborratado no dia em que deveria estar a “celebrá-lo”, mas estava a lançar uma última despedida a quem me ensinou o valor e o significado do Natal; que ironia, que dor e que sofrimento.

 

Durante anos vi e vivi o Natal como se de um filme se tratasse, imagens fictícias, momentos produzidos, sorrisos elaborados, intenções deliberadas.

Perdi o significado do Natal, a própria palavra ficou fazia de conteúdo e significado. As próprias cores mudaram para rosa, preto, amarelo, roxo e sei lá mais o quê!? Vemos as nossas tradições serem invadidas e a perderem por completo a sua beleza e o seu significado.

As referências ao Natal começam com a chegada do Outono e todos somos bombardeados diariamente com as “intenções” do Natal, onde comprar, o que comprar e como comprar e quando chega a data já estamos enjoados, sem saber muito bem o que significa afinal o Natal.

Deixou de existir nas ruas o cheiro e a beleza do Natal, as músicas tornaram-se gastas, repetitivas e até mesmo aborrecidas.

 

Mas...

As coisas mudam, não voltam a ter a magia nem inocência de quando éramos crianças.

 

Mas...

É possível voltar a ter brilho e ser especial, um dom que só mesmo as crianças têm…

Só mesmo uma criança para encontrar a beleza e o significado do Natal.

Cantar vezes e vezes sem conta a mesma música, sem que isso se torne um massacre.

Só mesmo as crianças nos fazem sorrir quando lhes dizemos que só podem escolher duas prendas e com um grande sorriso dizem “que bom”. É claro que por detrás das duas prendas está uma colecção inteira de cinco bonecas, ou a edição completa de uns jogos de carros.

Só uma criança para pedir um paninho para cobrir o menino Jesus, que está com muito frio e fazer-nos procurar um agasalho adequado.

Só uma criança para acreditar no pai Natal e com ar malandro e um sorriso descarado responder, perante a ameaça de não ter prendas por se portal mal, “eu já falei com ele e ele prometeu que me trazia o que eu quero”.

Só uma criança nos faz decorar toda a casa com Pais Natal e nos obriga a deixar um copo de leite e uma fatia de bolo para a sua visita e, claro, não esquecer as cenouras para as suas renas.

E faz-nos comer o bolo que não apetece e beber o leite de que não gostamos, tudo a correr, com medo de sermos apanhados em flagrante delito. E ainda “ratar” as cenouras, a imitar os dentes das ditas renas, e tornar tudo o mais verosímil possível.

 

Enfim! O Natal muda ao longo da nossa vida, mais para uns do que para outros, o meu mudou e muito. Começou por ser uma fantasia que perpetuei até não poder mais, depois foi uma quase obrigação e finalmente faço parte como “construtora” da própria fantasia. A ver vamos como será o Natal quando deixar de contribuir para a criação de uma ilusão. Provavelmente serão eles, as minhas crianças, que vão assumir o controlo do Natal e fazer dele o que mais gostarem. Espero que nele se reflicta o carinho, o afecto e a felicidade de um ano inteiro.

 

Susana Cabral

 

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9.12.08

 



 


Existem manuais que identificam todo o tipo de doenças mentais, descrevendo sintomas e características que ajudam a traçar diagnósticos através de comportamentos, atitudes e tendências.

 

São já muitos os que falam de doenças mentais e com facilidade os mais leigos identificam que "aquele não regula bem da cabeça", por ter comportamentos com desvios dos padrões "normais". Na minha opinião, são cada vez mais aqueles que se enquadram num perfil de uma normalidade comportamental, padronizada com regras definidas e aceites pela sociedade, sem que isso seja, necessariamente, o melhor.

Debatemo-nos com esses "desvios", com as fragilidades daqueles que não estão aptos a conviver numa sociedade "normal", e procuramos corrigir e dirigir os "doentes" que se tornam marginais e que vivem fora de um círculo definido pelos "normais".

 

Pois a mim choca-me, cada vez mais, estes "normais" terem atitudes que não são consideradas nem demências nem loucuras.

Atitudes que não estão descritas nos compêndios da sabedoria mental.

Loucuras escondidas que impedem o nosso conhecimento.

 

Vivemos num mundo que hoje nos abraça e amanhã, se assim for o caso, descarta-nos sem remorsos nem piedade. Na cadeia da sociedade somos mais um género de “fast-food”aqui, agora e já! O depois, a continuidade, logo se vê.

O que nos torna seres paralisados, com medo de dar, de nos abrirmos e de expor as nossas fragilidades, com receio de sermos devorados, porque no final, acaba por acontecer a todos, dedicar sentimentos e distribuir afectos a pessoas que sugam a oportunidade de, com egoísmo, desfrutar de um interesse em particular.

 

Caminhamos para o afastamento gradual, por parte de todos, em relação aos outros, àqueles que nada nos são e que se traduzem num rosto incógnito que se atravessa no nosso horizonte.

 

Porque é que não podemos apaixonar-nos por tudo e por todos e dizer à boca cheia, "gosto de ti", mesmo quando isso possa ser despropositado?

 

Terá de ser loucura querer bem ao mais "detestável" dos seres humanos, só porque este não se enquadra nos ditos padrões normais?

 

Porque não, gostar só por gostar?

Sem limites, gostar de um sorriso, de um olhar, ou de uma cara feia.

Querer gostar sem medos, onde as palavras desconfiança e desilusão existam apenas no dicionário.

 

Não ter de aprender a ler todos os sinais, ou indícios, que este ou aquele "normal" tem no seu olhar e que nos previnem, instintivamente, vendo apenas o que queremos ver, o que precisamos de encontrar e o que acreditamos ser a verdade.

 

Darmo-nos gratuitamente, apenas por considerarmos alguém merecedor de afecto, de carinho e de amor, mesmo quando isso se venha a revelar um enorme e doloroso erro, será loucura?

Talvez, mas contínuo a querer ser "louca" e a gostar por gostar, mesmo que isso signifique mais uma ferida, ou mais uma desilusão. No meio de tantos "normais" com atitudes verdadeiramente dementes, existe sempre aquele ser humano que faz valer a pena e que dá razão e brilho à nossa existência.

 

Susana Cabral

 

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5.12.08

 


 



Comemora-se hoje o Dia Internacional do Voluntariado.


 


Foi há 23 anos que a Assembleia Geral das Nações Unidas decidiu demonstrar o seu apreço público pelo trabalho desenvolvido por milhares de pessoas que, por todo o mundo, de uma forma sistemática ou esporádica, vão contribuindo com o seu tempo, disponibilidade e vontade, para tentar construir um mundo um bocadinho melhor.


 


Para além do trabalho fundamental que estes Voluntários vão desenvolvendo, o que para mim ressalta mais, é a sobrevivência do sonho de criança de todas estas pessoas que abdicam muitas vezes dos seus tempos de descanso e convivio, com a convicção de que todos juntos e aos bocadinhos, podemos não conseguir mudar o mundo, mas podemos ir fazendo a diferença no nosso entorno.


 


Parabéns a todos os Voluntários e espero que o sonho persista sobre as adversidades que se vão encontrando.


 


Alexandre Teixeira


 


Mensagem do Secretário-Geral da Nações Unidas


Mensagem do Administrador da UN Development Programme


Mensagem da Coordenadora Executiva da UN Volunteers


 

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4.12.08

 


 



Comemorou-se ontem o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, e numa rápida pesquisa encontrei o seguinte texto sobre o tema:


 


"O dia internacional das pessoas com deficiência é uma data comemorativa internacional promovida pelas Nações Unidas desde 1998, com o objectivo de promover uma maior compreensão dos assuntos concernentes à deficiência e para mobilizar a defesa da dignidade, dos direitos e o bem estar das pessoas. Procura também aumentar a consciência dos benefícios trazidos pela integração das pessoas com deficiência em cada aspecto da vida política, social, económica e cultural."


 


E se é verdade que vejo cada vez mais os lugares de estacionamento para deficientes, nos centros comercias, a serem respeitados pelo comum dos cidadãos, questiono-me se realmente cada um de nós, individualmente ou como membro activo da sociedade, temos feito o devido esforço no sentido de que o texto acima transcrito não seja apenas um conjunto de palavras bonitas, sem qualquer tipo de significado prático?


 


Eu acho que sou um nacionalista convicto, não digo apenas com orgulho que sou Português quando a selecção ganha no futebol. E por ser nacionalista gosto muito do meu país e tenho muito orgulho nele, o que não me impede de ver os seus (meus) defeitos e apontá-los com o intuito de contribuir para um país cada vez melhor e, acredito, que essa melhoria passa também, sem dúvida, por uma melhor integração de todos os seus cidadãos, tenham ou não algum tipo de deficiência associada.


 


Alexandre Teixeira


 

Link deste ArtigoPor Mil Razões..., às 12:13  Ver comentários (1) Comentar


 


Apesar do tema ser idêntico ao do Bowlby, não é meu intuito vir aqui discorrer sobre psicanálise, nem tão pouco abordar o luto e a perda permanentes, derivados da morte de um ente querido, pelo menos não neste momento.


 


O luto e a perda que me traz aqui hoje, refere-se ao provocado pelas pessoas que em determinado momento se atravessam na nossa vida e que depois, por um ou outro motivo, tão depressa como entraram na nossa vida, saem. É indubitável que esta passagem e este contacto nos enriquece, nos traz alegrias, por vezes tristezas partilhadas e memórias de tempo "gasto" a conhecermo-nos. No entanto, quando termina, não conseguimos deixar de nos sentir egoístas. Egoístas, no sentido de ficarmos tristes por deixarmos de estar com essas pessoas, apesar de, racionalmente, sabermos que a nossa perda ocorre, não por nossa causa, mas por motivos de força maior que, em muitos casos, resulta em situações melhores e mais satisfatórias para as pessoas que "perdemos".


 


É por causa desse misto de emoções que muitas vezes desejamos boa sorte e as maiores felicidades, quando, na realidade, pensamos "não vás, fica aqui comigo", apesar de sabermos que não é o melhor para a pessoa que agora parte. E lá ficamos nós entregues a nós próprios, obrigados a fazer um luto sem querermos, a uma perda que não sendo definitiva, não deixa de nos magoar e de nos deixar tristes.


 


Acresce a este sofrimento um outro, provocado pela sociedade de consumo imediato, que não nos dá tempo para fazermos o luto ao nosso ritmo e que quase nos obriga a "esquecer" e substituir esta amizade, com a mesma rapidez e simplicidade com que se estrela um ovo.


 


Pode ser de mim, mas questiono-me se esta rapidez toda e esta rotatividade forçada de amizades, será saudável. Não deveriamos ter mais tempo para fazermos o nosso luto tranquilamente e sem pressões...?


 


Alexandre Teixeira


 

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